Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com o nosso Termo de Uso e Aviso de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
OK
X
Para aumentar ou diminuir a fonte, utilize os atalhos Ctrl+ (aumentar) e Ctrl- (diminuir) no seu teclado.
FECHAR
cores originais
mais contraste
A+
Comunicação
Base de dados integrada amplia recursos para estudar dengue e chikungunya no Brasil
Artigos em revista científica

Base de dados integrada amplia recursos para estudar dengue e chikungunya no Brasil

10.05.2022

Os resultados do estudo do Instituto Todos pela Saúde, da Universidade de Pernambuco, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e da Dublin City University, entre outras instituições colaboradoras, foram publicados na revista Scientific Data.


Métodos


Este trabalho apresenta um conjunto de dados unificado com informações detalhadas sobre casos de dengue e chikungunya notificados no Brasil entre 2013 e 2020, incluindo dados clínicos, laboratoriais e sociodemográficos. Para isso, os autores reuniram e pré-processaram os dados de vigilância epidemiológica originalmente coletados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O conjunto inicial tinha mais de 13,4 milhões de registros com 118 variáveis relacionadas a notificações de casos confirmados e descartados de dengue e chikungunya. Após limpeza e padronização dos dados — incluindo junção, eliminação de inconsistências e seleção de variáveis relevantes — o banco final ficou com 7.632.542 registros e 56 variáveis, contemplando aspectos clínicos, sociodemográficos e laboratoriais. 


Achados principais


O resultado do trabalho é um conjunto de dados abrangente e de alta qualidade, que reúne informações detalhadas sobre milhões de notificações de dengue e chikungunya no Brasil ao longo de oito anos. O banco inclui registros de casos confirmados, descartados e inconclusivos, além de variáveis que permitem análises segundo características como idade, localização, data de notificação, sintomas e exames laboratoriais. Isso torna possível explorar os dados de várias formas. Por exemplo, para identificar padrões temporais e espaciais de transmissão, comparar perfis clínicos entre arboviroses ou mesmo treinar modelos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para apoiar diagnóstico e vigilância epidemiológica. 


Interpretação


A disponibilização desse conjunto de dados representa um recurso valioso para pesquisadores e gestores de saúde pública, pois facilita a realização de análises mais complexas que antes exigiam altos níveis de processamento e integração de bases distintas. Ferramentas baseadas em dados como essa podem fortalecer estudos epidemiológicos, aprimorar modelos de previsão e apoiar a tomada de decisão em prevenção e controle de dengue e chikungunya. Além disso, ao oferecer um banco já tratado e padronizado, o trabalho pode reduzir barreiras técnicas para que equipes de vigilância e ciência de dados contribuam com insights úteis para políticas públicas de saúde. 


Para acessar o artigo, clique aqui.

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942

Termo de Uso e Aviso de Privacidade