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Comunicação
Datafolha: 53% dos brasileiros acreditam que o Brasil não está preparado para enfrentar uma nova pandemia
Notícias do ITpS

Datafolha: 53% dos brasileiros acreditam que o Brasil não está preparado para enfrentar uma nova pandemia

23.03.2026

A maioria da população brasileira avalia que o país ainda não aprendeu o suficiente com a pandemia de covid-19, de acordo com pesquisa Datafolha realizada a pedido do Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Os dados mostram que 53% dos brasileiros acreditam que o Brasil não está preparado para enfrentar uma nova epidemia ou pandemia, enquanto outros 28% consideram que o país está pouco preparado. Apenas 18% avaliam que o Brasil está organizado para uma nova crise sanitária.


Foram realizadas 2.002 entrevistas em todo o país, para mapear a percepção da população sobre preparação, riscos e expectativas em relação a futuras emergências de saúde pública. Os dados revelam um cenário de desconfiança: além da baixa confiança na capacidade de resposta do Brasil, o sentimento predominante entre os brasileiros é de preocupação.


O risco de novas epidemias ou pandemias é visto com apreensão pela maioria da população. Quase metade dos brasileiros (49%) declara ter alto nível de preocupação, enquanto outros 36% classificam o risco como médio. Apenas uma parcela minoritária demonstra baixo grau de preocupação.


"Os dados mostram que o Brasil ainda não conseguiu transformar a experiência da covid-19 em uma sensação real de preparo. Quando mais de 80% da população afirma que o país está pouco ou nada preparado, estamos diante de um alerta claro da sociedade", diz Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS.


Essa insegurança se reflete diretamente na comparação com a experiência recente da covid-19. Dos entrevistados, 46% afirmam que se sentirão menos seguros em uma nova pandemia, em comparação com o que viveram nos últimos anos. Apenas 28% dizem que se sentiriam mais seguros, indicando que, para muitos, a percepção é de retrocesso na capacidade de resposta.


Ao avaliar o papel do poder público, os brasileiros são claros sobre onde estão as maiores fragilidades. As áreas apontadas como prioritárias para melhoria em uma próxima crise sanitária são o fortalecimento do sistema de saúde (19%), seguido por comunicação e informação à população (18%) e vacinas (17%). Esses dados mostram que a população não cobra apenas infraestrutura, mas também clareza, coordenação e confiança na comunicação oficial, fatores considerados decisivos durante situações de emergência.


Quando o assunto é informação confiável durante epidemias e pandemias, os brasileiros recorrem principalmente a médicos e profissionais de saúde, citados por 58% dos entrevistados. Em seguida aparecem a Organização Mundial da Saúde (OMS), com 41%, e o Ministério da Saúde e outras instâncias do governo, com 40%. Entre os entrevistados, 20% recorrem a informações de familiares e amigos, 9% a líderes religiosos e 3% a políticos.


A busca por informação é praticamente universal: 99% dos entrevistados utilizam algum meio para se informar, recorrendo, em média, a quatro canais diferentes. Profissionais ou unidades de saúde (88%) e televisão (78%) lideram entre os meios mais utilizados.


Apesar disso, o ambiente informacional ainda é marcado por incertezas. Seis em cada dez brasileiros (61%) relatam ter tido dificuldade em saber em quem confiar durante uma epidemia ou pandemia, evidenciando o impacto da desinformação e da multiplicidade de fontes.


Ainda assim, a adesão às recomendações sanitárias é elevada. A maioria afirma seguir sempre as orientações das autoridades, especialmente práticas como higiene das mãos, mencionada por 92% dos entrevistados.


Centro de Controle de Doenças aparece como fator de segurança


Em meio ao sentimento de despreparo, há um ponto de forte convergência: a necessidade de o Brasil ter um centro de controle de doenças. Nove em cada dez brasileiros afirmam que se sentiriam mais seguros em uma futura emergência sanitária caso o país contasse com uma instituição dedicada especificamente à prevenção, monitoramento e resposta a surtos, epidemias e pandemias.

"O dado reforça a percepção de que estruturas permanentes, técnicas e especializadas são vistas pela população como essenciais para reduzir riscos e aumentar a capacidade de resposta diante de novas ameaças à saúde pública", avalia Penna.


Sobre a pesquisa


Para a pesquisa, de âmbito nacional, foram realizadas 2.002 entrevistas com brasileiros a partir dos 16 anos, de todas as classes econômicas, entre os dias 10 e 11 de novembro de 2025. A margem de erro é de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


Para leitura do total da amostra, os dados foram ponderados de acordo com a distribuição da população brasileira, com ajuste nas variáveis sexo, idade, região e natureza do município conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2024/Censo IBGE (2022) e classe econômica de acordo com os dados da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) 2024, de forma a representar o universo estudado.


Sobre o ITpS



O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que auxiliem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS tem como associada mantenedora a Fundação Itaú e como associados a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês. Para outras informações, acesse itps.org.br.

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942

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