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Estadão: Brasil registra alta de casos de Influenza A; sintomas podem ser confundidos com os da gripe comum
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Estadão: Brasil registra alta de casos de Influenza A; sintomas podem ser confundidos com os da gripe comum

28.10.2022

Giovanna Castro


Há cinco semanas, a positividade para testes de Influenza A em laboratórios privados do Brasil tem se mantido acima de 20%, com um pico de 34%. A taxa é considerada alta (normalmente fica abaixo de 5%) e se aproxima do registrado em janeiro deste ano, quando o País enfrentou um surto da doença, com 44% de positividade nos testes. Os dados são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), que analisou 458.514 testes de 1.º de fevereiro a 15 de outubro. A vacinação contra a gripe, principal medida de prevenção, está abaixo do esperado pelo Ministério da Saúde.


Para Marcelo Bragatte, pesquisador científico do ITpS, um dos principais fatores que podem estar influenciando para o aumento dos casos de gripe é o relaxamento dos cuidados contra o contágio, como a flexibilização do uso de máscaras em decorrência da baixa nos casos de covid-19. “As pessoas estão saindo mais, se aglomerando mais e, com isso, o vírus da Influenza A também circula mais”, explica o especialista. Apesar de provocarem doenças diferentes, o coronavírus e a Influenza A, que inclui os subtipos mais comuns H1N1 e H3N3, têm semelhanças em relação à disseminação e contágio.


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Contaminação



Hoje, a influenza contamina mais pessoas que a covid. Considerando a totalidade dos testes positivos analisados pelo Instituto Todos pela Saúde – dos laboratórios privados parceiros do instituto –, 62,6% detectaram Influenza A; 26,5%, vírus sincicial respiratório (VSR); e 10,5%, SARS-CoV-2.


Os números são alarmantes, segundo Bragatte, porque, mesmo antes da pandemia do coronavírus, as porcentagens de positividade da influenza colhidas pelo instituto sempre foram relativamente baixas. Isso significa que, mesmo antes de as pessoas passarem a circular menos e utilizar máscaras, a gripe não atingia picos tão altos de disseminação como agora.



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Reforço na imunização



Tanto para Bragatte, quanto para Prats, o melhor caminho para se proteger contra a gripe é a vacinação, que deve ser feita de forma correta, com as doses de reforço. Como o vírus da Influenza A é um vírus de RNA, ele tem uma estrutura mais simples e suscetível a mutações do que um vírus que tem material genético de DNA. E quanto mais mutações um vírus é propenso a sofrer, maior deve ser o reforço vacinal contra ele. Por isso, a Influenza A, assim como o coronavírus, demanda vacinação anual.


“Todos os anos são mapeadas as novas cepas do vírus da Influenza, as mais encontradas. Então, é feito um reforço na vacina para que as pessoas, ao serem novamente vacinadas, fiquem mais protegidas contra as principais variantes em circulação”, explica Bragatte.


Conteúdo disponível no site do Estadão (clique aqui)

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