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Estadão: Especialistas debatem soluções para reduzir desigualdade no país
Na mídia

Estadão: Especialistas debatem soluções para reduzir desigualdade no país

20.09.2022

Marcela Villar e Felipe Siqueira


Diante da ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República, na sabatina organizada pelo Estadão em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), especialistas discutiram como resolver os principais problemas do País nas áreas da saúde, economia e direito nesta terça-feira, 20. O desafio para o próximo presidente, segundo eles, será vencer a polarização política, recuperar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, reduzir as desigualdades sociais. Entre os caminhos para isso, foram destacados a necessidade de investir em ciência, reestruturar programas de transferência de renda e dar as condições para uma maior autonomia dos cidadãos.


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Participaram do debate Jorge Kalil, imunologista, professor da Universidade de São Paulo e diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde; Marcos Schahin, professor do curso de Direito da Faap, mestre em Filosofia do Direito pela PUC e Doutor em Direito Ambiental pela Unisantos; e Bernard Appy, economista formado pela USP e ex-secretário-executivo de Política Econômica do Ministério da Fazenda.




Valorização do SUS


No âmbito da Saúde, o caminho para a redução das desigualdades é o reforço do SUS. “Ele foi extremamente importante na pandemia. Se não existisse, seria uma catástrofe. Fortalecendo o SUS, traz conforto para a população em todos os níveis da saúde, na prevenção, no atendimento e, depois, se houver sequelas, no acompanhamento”, diz o imunologista Jorge Kalil. Reportagem da série Agenda Estadão instou o próximo presidente a explicar os planos para aprimorar a coordenação e otimização dos recursos destinados à saúde de modo a tornar os gastos em saúde mais transparentes.


Uma das providências a serem tomadas é produzir dados de qualidade para nortear políticas públicas a fim de “não ficar no achismo e nos interesses de um político ou outro”. O governo federal também deveria manter investimentos em pesquisas. “É preciso de uma política que o governo ajude a transformar conhecimento nos laboratórios em produtos para a sociedade. Há várias iniciativas de vacina no Brasil que têm financiamento para começar, mas não tem para acabar”, defende.


Ele se diz particularmente preocupado com a queda das taxas de vacinação e sugere o reforço de campanhas de imunização. “Éramos o país que mais vacinava no mundo. Na década de 90, eram mais de 90% que se vacinavam efetivamente. E isso está caindo para a casa dos 60%, ou seja, podemos ter epidemias que já sararam, como tivemos de sarampo”, argumenta. O SUS ainda precisava ter uma “capacidade resolutiva muito maior”, para evitar a formação de filas e demora no início do tratamento.


Jorge Kalil explica ainda que o Brasil precisa pensar em soluções caseiras para problemas relacionados à saúde. Isso porque, por muitas vezes, diz ele, o País se ancora em achados científicos de outras nações. “Nunca conseguimos um medicamento melhor para a doença de Chagas e não temos vacina para dengue, por exemplo, já que esses tipos de enfermidades não são comuns para as realidades de Estados Unidos e Europa. Se não investirmos domesticamente neste quesito, não vamos para frente”. Além disso, complementa Kalil, é necessário conceder incentivos fiscais para quem investe em ciência.


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