Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com o nosso Termo de Uso e Aviso de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
OK
X
Para aumentar ou diminuir a fonte, utilize os atalhos Ctrl+ (aumentar) e Ctrl- (diminuir) no seu teclado.
FECHAR
cores originais
mais contraste
A+
Comunicação
Estudo mostra que tipo de suporte respiratório utilizado na internação por covid-19 não influencia a recuperação física
Artigos em revista científica

Estudo mostra que tipo de suporte respiratório utilizado na internação por covid-19 não influencia a recuperação física

31.12.2024

O estudo "Impact of Respiratory Support During Hospitalization on Functional Outcomes in Long COVID: A Post-Hoc Analysis of a Prospective Cohort Study" foi conduzido por pesquisadores brasileiros de instituições como o Instituto Todos pela Saúde, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, a Universidade do Estado do Amazonas, a Universidade Federal do Amazonas, entre outros. Os resultados foram publicados na revista International Journal of Environmental Research and Public Health.


Métodos


Os pesquisadores acompanharam 118 pacientes hospitalizados por covid-19 durante a fase aguda da doença e até 120 dias após a alta hospitalar. Os participantes foram divididos em três grupos conforme o tipo de suporte respiratório recebido durante a internação: oxigenoterapia não invasiva, ventilação mecânica invasiva e sem necessidade de suporte respiratório além de ar ambiente. Em diferentes momentos de acompanhamento, foram avaliados força muscular, capacidade funcional, função pulmonar e composição corporal para verificar se o nível de suporte respiratório estava associado a diferenças na recuperação funcional durante o longo prazo da síndrome pós-covi ("long covid"). 


Achados


Os resultados mostraram que, embora o grupo que recebeu ventilação mecânica invasiva fosse, em média, mais velho e tenha permanecido mais tempo no hospital, não houve diferenças significativas na capacidade funcional ou na função pulmonar entre os três grupos ao longo dos 120 dias de acompanhamento. Ou seja, independentemente do tipo de suporte respiratório utilizado na fase aguda da doença, os desfechos avaliados — como força muscular, capacidade de caminhada e desempenho respiratório — foram semelhantes entre os grupos no período de recuperação. No entanto, observou-se que pacientes que passaram por ventilação mecânica apresentaram maior perda de massa muscular e reduções em medidas de força respiratória em comparação com os que não precisaram de suporte mais intenso, sugerindo efeitos locais da internação prolongada e da própria doença sobre a musculatura. 


Interpretação


Os achados sugerem que o tipo de suporte respiratório necessário durante a internação por covid-19 não determina, por si só, diferenças na recuperação funcional após 120 dias. Isso indica que a capacidade de recuperação dos pacientes pode depender mais de fatores individuais, como condição física prévia e processos inflamatórios, do que da modalidade de suporte respiratório empregada na fase aguda. Mesmo assim, a maior perda de massa muscular observada no grupo que passou por ventilação mecânica destaca a importância de estratégias de reabilitação e acompanhamento nutricional pós-alta para minimizar os efeitos da hospitalização prolongada. 


Para acessar o artigo, clique aqui.

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942

Termo de Uso e Aviso de Privacidade