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Comunicação
Obesidade pode reduzir resposta imunológica às vacinas contra a covid-19
Artigos em revista científica

Obesidade pode reduzir resposta imunológica às vacinas contra a covid-19

09.12.2025

O estudo foi conduzido, entre março de 2021 e março de 2022, por pesquisadores brasileiros com a participação de instituições como o Instituto Todos pela Saúde, a Universidade do Estado do Amazonas, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, entre outras. Os resultados foram publicados na revista científica BMC Infectious Diseases.


Métodos


Para a pesquisa, 5.071 participantes com comorbidades receberam duas doses da vacina CoronaVac com 28 dias de intervalo e, posteriormente, uma dose de reforço de ChAdOx1-S (AstraZeneca) cerca de 180 dias depois. A composição corporal foi avaliada por bioimpedância tetrapolar para classificar obesidade pelo percentual de gordura, e os níveis de anticorpos anti-RBD IgG foram medidos em vários pontos ao longo de um ano (dias 0, 28, 90, 180, 270 e 360).


Achados principais


Participantes com obesidade (definidos por percentual de gordura acima do percentil 50) apresentaram títulos de anticorpos significativamente mais baixos até o dia 180 em comparação com indivíduos não obesos. Mesmo após a dose de reforço, não houve diferença significativa na frequência de covid-19, hospitalizações ou mortes relacionadas à doença entre os grupos. Indivíduos com percentuais de gordura muito elevados (acima do percentil 90) mostraram soroconversão mais lenta e maior proporção de covid-19 após o dia 180, especialmente quando a obesidade foi medida por bioimpedância em vez de IMC.


Interpretação


Os resultados sugerem que a obesidade está associada a uma resposta imune mais fraca e mais lenta às vacinas CoronaVac e ChAdOx1-S, com imunogenicidade reduzida e potencial para maior risco de covid-19 ao longo do tempo em pessoas com altos níveis de gordura corporal. Entretanto, essa diferença não se traduziu em maior incidência de casos graves ou mortes no período estudado, possivelmente devido a outros mecanismos de proteção ou ao impacto do reforço vacinal. Além disso, o estudo destaca a importância de medir a composição corporal de forma mais precisa (bioimpedância) em vez de confiar apenas no IMC para avaliar respostas vacinais em obesos.


Para acessar o artigo, clique aqui.

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942

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