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Positividade para covid-19 mantém tendência de queda e está em 6%; país viveu redução similar no fim da primeira onda da Ômicron
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Positividade para covid-19 mantém tendência de queda e está em 6%; país viveu redução similar no fim da primeira onda da Ômicron

02.09.2022

A positividade de testes para covid-19 manteve a tendência de queda observada desde o fim de junho e atingiu 6% na semana de 21 a 28 de agosto. No início do mês passado, o percentual era de 14%. Redução similar havia sido observada no fim de março (de 11% para 4%). As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com base em 351.602 testes feitos por Dasa, DB Molecular e HLAGyn desde 1º de fevereiro.



A distribuição da positividade por faixas etárias no mapa de calor evidencia duas ondas de covid-19 enfrentadas no Brasil neste ano, sinalizadas em vermelho. A primeira concentrou a maioria dos casos no intervalo de sete semanas e a segunda, com menor amplitude de resultados positivos, por mais de dez semanas.



Em relação às subvariantes da Ômicron, as análises do ITpS mostram manutenção do platô na identificação de casos prováveis de BA.4 e BA.5. O percentual oscilou de 97,8% para 99,4% em duas semanas. Testes RT-PCR Thermo Fisher utilizados pelos laboratórios parceiros identificam BA.4 e BA.5 em mais de 95% dos casos positivos desde julho. Na última semana, outras variantes, incluindo a BA.2, representaram apenas 0,6% dos resultados.


A positividade para covid-19 continua caindo em todas as faixas etárias e nos estados observados, o que reforça o declínio da atual onda. Porém, é importante lembrar que os surtos de covid-19 não ocorrem de forma sincronizada no país e continua havendo registros diários de casos. A expectativa é de que a baixa positividade observada em agosto ocorra também em setembro.



O Instituto Todos pela Saúde está monitorando a chegada e a disseminação da Ômicron no Brasil desde dezembro — este é o 20º relatório —, em parceria com os laboratórios privados. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o monitoramento da circulação de vírus respiratórios no país. Os dois relatórios são divulgados em semanas alternadas.


Na seção Pesquisas do site do Instituto Todos pela Saúde, o itps.org.br, estão todos os relatórios já divulgados.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador.


São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942