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UOL: Ômicron segue gerando novas sublinhagens apesar de queda nos casos de covid-19
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UOL: Ômicron segue gerando novas sublinhagens apesar de queda nos casos de covid-19

19.10.2022

Fernanda Bassette, da Agência Einstein


Nos primeiros dois anos da pandemia de covid-19, com uma rapidez nunca vista antes, o mundo conhecia novas variantes do vírus SARS-CoV-2 e vivia novas ondas de infecções, muitas vezes com aumento nos contágios, nas hospitalizações e até na agressividade da doença. À medida em que essas variantes se tornavam predominantes e epidemiologicamente importantes globalmente, elas foram recebendo nomes gregos dados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O mundo passou pelas variantes Alfa, Gama e Delta, por exemplo, até chegar na Ômicron, que foi identificada pela primeira vez em novembro do ano passado, na África do Sul.


A Ômicron era tão importante que causou um pico de transmissões e de hospitalizações no planeta entre o final do ano passado e o início deste ano. Desde então, não surgiram novas variantes que justificassem a criação de um outro nome grego para identificá-las, mas surgiram diferentes sublinhagens da Ômicron que predominam até hoje em circulação no Brasil.


Segundo dados da OMS, a partir de novembro do ano passado mais da metade das infecções por covid-19 em todo o mundo foram causadas por uma das cinco subvariantes da Ômicron: BA.1, BA.2, BA.3, BA.4 e BA.5. O Brasil já teve todas essas linhagens —e elas continuam gerando novas sublinhagens.


Os dados mais recentes do Instituto Todos Pela Saúde (ITpS), que monitora a taxa de positividade do coronavírus para colaborar com a vigilância epidemiológica do vírus no país, apontam que a positividade se manteve baixa em setembro (3%), com um platô na frequência dos casos prováveis das variantes BA.4 e BA.5 (97,9%). "Uma variante que tem circulado bastante atualmente é de uma linhagem chamada BE.1.1, que é uma descendente da BA.5. Hoje já existe a BK, a BF, a BE, todas derivadas da BA.5. O vírus vai se disseminando, sofrendo mutações diversas, e vão surgindo as linhagens das linhagens das linhagens. A coisa toma uma proporção tão grande que fica difícil até para nós rastrearmos", explicou Anderson Fernandes de Brito, virologista e pesquisador do ITpS.


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