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50 perguntas e respostas sobre monkeypox, a varíola símia
Perguntas e respostas

50 perguntas e respostas sobre monkeypox, a varíola símia

10.08.2022

Atualizado em 25/9/22 às 13h30


O mundo vive uma nova emergência de saúde, desta vez provocada pelo vírus monkeypox (MPXV), patógeno causador da varíola símia, doença que vem sendo chamada no Brasil de varíola dos macacos. Com o objetivo de ajudar a difundir informações científicas precisas, o Instituto Todos pela Saúde (ITpS) compartilha 50 perguntas e respostas que tentam abarcar as principais dúvidas sobre o tema. O material está dividido em tópicos: vírus, transmissão, diagnóstico, sintomas, pacientes, tratamento, como evitar e outras questões.


As perguntas foram respondidas e revisadas por:



  • Anderson Brito, pesquisador científico do ITpS. Virologista, é doutor em Biologia Computacional pelo Imperial College London e mestre em Microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP);

  • Ester Sabino, consultora científica do ITpS. Médica imunologista, é professora associada do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP);

  • Jorge Kalil, diretor-presidente do ITpS. Médico imunologista, é professor titular de Imunologia Clínica da FMUSP, diretor de Imunologista Clínica do Hospital das Clínicas da FMUSP e diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor);

  • Vanderson Sampaio, pesquisador científico do ITpS. Epidemiologista, é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA).


Neste material, o ITpS se refere à doença como varíola símia, por ser um termo mais adequado do que varíola dos macacos, que vem sendo amplamente utilizado no país. Símio refere-se aos primatas de uma forma geral e inclui o ser humano. O ITpS acredita que varíola dos macacos pode levar parte da população a pensar que a doença se dissemina apenas entre macacos, gerando preconceito e violência contra esses animais.


O material contém dados e informações sobre o que se sabe sobre a doença até 10 de agosto de 2022 e será atualizado nesta página.


VÍRUS


1. O que é varíola símia, chamada popularmente de varíola dos macacos?


É uma doença transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, transmitida por animais ao ser humano.


2. Por que o nome da doença é varíola símia, ou monkeypox, em inglês?


Porque o vírus foi identificado pela primeira vez em macacos. Eles eram mantidos em um laboratório dinamarquês e a descoberta ocorreu em 1958. Atualmente, ela é mais comumente encontrada e transmitida por roedores.


3. Quando o vírus passou dos macacos para o ser humano?


O primeiro caso humano foi identificado em uma criança, em 1970, na República Democrática do Congo. 


4. Como a varíola símia se espalha de animais para humanos?


Pessoas que têm contato físico com animais infectados podem se infectar. Atualmente, roedores e primatas são hospedeiros do vírus e podem transmiti-los para o ser humano.


5. Por que a epidemia está acontecendo agora?


Por enquanto não há uma resposta certeira, mas sim hipóteses. Uma delas é que mutações recentes podem ter tornado o vírus mais apto à transmissão entre pessoas. Outra é que as populações foram se tornando suscetíveis aos vírus do gênero orthopoxvirus com o fim da vacinação contra a varíola, nos anos 70, em decorrência da erradicação da doença.


6. É a primeira vez que há casos fora do continente africano?


Até 2021, os casos de varíola símia estavam restritos ao continente africano. Os registros externos eram pontuais, de viajantes que haviam passado pelo território. Neste ano estão sendo observados surtos na Europa, nas Américas, no Pacífico Ocidental, no Mediterrâneo Oriental e também em países da África onde até então não havia registros ou o número de casos era pequeno.


7. Quais são as semelhanças e as diferenças entre a varíola e a varíola símia?


As duas doenças são transmitidas por vírus pertencentes ao gênero orthopoxvirus e se apresentam com formas clínicas parecidas: febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço, dor muscular, gânglios inchados e lesões no corpo, similares a espinhas, bolhas na pele e mucosas. Em geral, a varíola símia é mais branda e autolimitada, ou seja, tem um percurso definido e limitado. O paciente evolui para a cura em até 21 dias. Apesar das semelhanças, há algumas diferenças. A varíola símia pode ser transmitida de animais para humanos e provoca aumento dos gânglios linfáticos (glândulas presentes no pescoço, axilas e virilha). A varíola é mais mortal do que a varíola símia.


TRANSMISSÃO


8. Qual é a principal forma de transmissão da varíola símia?


Contato prolongado com lesões ou feridas causadas pelo vírus. Pode ser contato pele a pele ou pele com mucosa. O sexo é, por enquanto, o mais importante meio de transmissão por ser próximo e prolongado. Beijos, toques, sexo oral e penetração vaginal ou anal com alguém infectado implicam em grande risco. Pessoas com lesões novas e pouco comuns na pele devem evitar o contato sexual até que o diagnóstico de varíola símia seja afastado.


9. Há outras formas de transmissão?


Sim. Objetos contaminados — como roupa de cama e de banho, aparelhos eletrônicos e superfícies, entre outros — podem infectar pessoas. Também é possível se infectar respirando micropartículas de pele ou vírus que estejam em roupas ou toalhas, por exemplo. Possíveis formas de contaminação pelo ar, via aerossóis de curto alcance, estão sendo estudadas para uma melhor compreensão. E, por se tratar de uma zoonose, também ocorre a transmissão de animais, como roedores e primatas, para humanos.


10. Durante quanto tempo a pessoa infectada pode transmitir o vírus?


Ainda há dúvidas sobre essa questão. Por enquanto, a recomendação é esperar que todas as lesões tenham secado, as crostas, caído e uma nova pele, se formado. Até esse momento há risco de transmissão.


11. Lesão em processo de cicatrização (casquinhas) transmite o vírus?


Sim. Há vírus nas lesões e também nas crostas.


12. Ao tocar em uma lesão a pessoa está necessariamente infectada?


Não, mas há possibilidade de estar. Pessoas que tiveram contato próximo com uma pessoa doente ou estiveram em ambiente infectado devem monitorar com atenção a saúde por 21 dias contados após a última exposição. Também é recomendado limitar o número de contatos próximos nesse período e, se não for possível, informar que foi exposto a uma situação de risco.


13. Uma mulher grávida pode transmitir o vírus para o feto? E durante o parto?


Sim, pode haver infecção tanto durante a gravidez quanto durante o parto. Mulheres grávidas devem evitar ter contato com pessoas infectadas e, se isso ocorrer, a indicação é de que o médico seja avisado. Ainda não há estudos que apontem a segurança ou o risco de transmissão do vírus mãe-bebê durante a amamentação.


14. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para a família na rotina em casa? Como evitar?


Sim. Pessoas infectadas devem ficar isoladas em um cômodo da casa. O ideal é que não haja compartilhamento do banheiro ou que ele seja limpo após cada uso. Se o isolamento não for possível, a pessoa infectada deve evitar tocar nas demais. Também é importante que as lesões sejam cobertas com roupas ou curativos – eles devem sempre estar limpos e secos. Móveis e objetos tocados devem ser desinfetados com água e sabão ou álcool 70%. Recomenda-se ainda o uso de máscaras bem ajustadas ao rosto.


Tanto no caso de haver ou não isolamento, roupas de cama, de banho e do dia a dia, além de utensílios, como talheres, devem ser lavados separadamente. Se uma pessoa não infectada for lavar roupas ou objetos contaminados, ela deve utilizar luvas plásticas. Janelas devem ficar abertas para que haja boa circulação de ar. Os moradores devem lavar as mãos com água e sabão com frequência ou utilizar álcool em gel 70.


15. Qual é o risco de pegar varíola símia em locais com aglomeração, como no transporte público ou em uma festa?


Ainda não há clareza do tamanho do risco, mas ele existe. Em locais com aglomerações, pessoas infectadas que apresentam lesões podem infectar outras pessoas pelo contato direto. No caso do transporte público, além de um ambiente com aglomeração, pode haver contaminação de objetos e superfícies.


16. Pessoas infectadas que não desenvolvem os sintomas (assintomáticas) podem transmitir a varíola símia?


Ainda não há clareza. Já foram encontrados pedaços de DNA do vírus em sêmem, fluidos vaginais, leite materno e sangue de assintomáticos, e estudos estão sendo realizados para descobrir se há ou não risco de transmissão.


DIAGNÓSTICO


17. Como é feito o diagnóstico?


Por meio de teste molecular (PCR específico) ou sequenciamento genético. Para fazer o teste, o profissional da saúde passa um swab (bastão para coleta de amostras) sobre as feridas, depois o coloca em um tubo estéril para análise laboratorial. 


18. O teste está amplamente disponível no Brasil?


Não. Hoje o teste é feito principalmente por laboratórios de referência da rede pública. Alguns da rede particular também estão realizando. Quem tem plano de saúde pode pedir a cobertura.


19. É possível comprar o teste na farmácia?


Não.


20. Que médico deve ser procurado quando há suspeita da doença?


O infectologista é o médico mais indicado. No Sistema Único de Saúde (SUS) é necessário buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para, então, ter o encaminhamento.


SINTOMAS


21. Quais são os sinais e sintomas da varíola símia?


O principal sinal são as erupções cutâneas que se assemelham inicialmente a espinhas com pus. As erupções evoluem de máculas (manchas) para pápulas (lesões sólidas, um pouco elevadas), vesículas (bolhas com líquido claro), pústulas (bolhas com pus) e, posteriormente, crostas (lesão cicatrizada, com casca). Pode surgir apenas uma ou várias lesões espalhadas por todo o corpo. As pessoas infectadas nos surtos atuais parecem desenvolver um menor número de lesões. Elas também podem aparecer em locais menos visíveis, como boca, garganta, genitais, vagina e ânus/região anal. Pessoas infectadas também podem ter dor de cabeça intensa, febre, inchaço dos gânglios linfáticos, calafrio, dor nas costas, dores musculares e cansaço. 


22. Os sintomas aparecem quanto tempo após a exposição ao vírus?


O período médio de incubação do vírus é de nove dias, podendo variar de seis a 15 dias, ou mais.


23. Todas as pessoas infectadas desenvolvem esses sintomas?


Não. A doença pode se apresentar em diferentes graus e pode até não haver sintomas (pacientes assintomáticos). Quando pensamos na varíola símia, logo vêm à cabeça a imagem do doente coberto de lesões na pele, mas é importante destacar que há pessoas que têm, por exemplo, apenas uma erupção, o que pode dificultar o diagnóstico e o bloqueio da transmissão.


24. Existem casos assintomáticos (sem sintomas)?


Sim, há casos assintomáticos. No entanto, ainda não há registro de transmissão por assintomáticos.


25. Como são os casos graves da doença?


Pessoas cujos sintomas se desenvolvem com mais gravidade podem apresentar também infecções secundárias da pele, pneumonia, confusão e problemas oculares.


26. Há algum grupo que corre mais risco de desenvolver casos graves?


Bebês recém-nascidos, crianças e pessoas com deficiências imunológicas.


27. Pessoas que estão com covid-19 ou tiveram correm mais risco de desenvolver caso grave?


Ainda não há estudos que respondam a questão.


28. Há risco de morte?


Há. O risco de morte entre os infectados é considerado baixo. Até 29 de agosto foram registrados no mundo mais de 50,7 mil casos e 16 mortes, duas delas no Brasil (uma em Minas Gerais e outra no Rio de Janeiro). 


PACIENTES


29. Qual é o perfil das pessoas infectadas?


Até agora, a grande maioria das pessoas infectadas é homem que faz sexo com homem e tem múltiplos parceiros. É importante destacar que não há nenhum tipo de questão biológica envolvida, é uma questão comportamental: quanto mais parceiros ocasionais, maior o risco de infecção. 


30. Os homens correm mais risco de serem infectados?


Não, é uma questão de comportamento. Mulheres com múltiplos parceiros também correm mais risco se comparado a mulheres que têm um.


31. Há mulheres infectadas?


Sim, há mulheres infectadas, embora a proporção ainda seja menor do que a de homens. A tendência é de que o vírus atinja outras populações conforme os surtos avancem.


32. E crianças?


Também existem casos em crianças.


33. Há casos de reinfecção de varíola símia?


A infecção pelo vírus parece proteger o organismo de reinfecções.


TRATAMENTO


34. Existe tratamento para a doença? Como é?


Não existe um tratamento antiviral específico e normalmente a doença desaparece com o tempo. Podem ser utilizados, quando necessários, medicamentos sintomáticos para dor e febre. O paciente deve cuidar das lesões, mantendo-as limpas, secas e descobertas — é recomendado a cobertura das feridas com roupa ou curativos quando o isolamento não for possível. Também deve-se evitar coçar as lesões. É importante que o doente mantenha-se bem hidratado, alimente-se bem e descanse. É importante ficar isolado para evitar a transmissão do vírus. Após exposição recente ao vírus, a vacinação pode prevenir o desenvolvimento da doença, mas a estratégia não é utilizada no Brasil.


35. Quando o isolamento é necessário?


Sempre que houver o diagnóstico e até a última lesão desaparecer, o que leva, em geral, até 21 dias.


COMO EVITAR


36. Quais são as medidas para evitar a infecção?


Evite o contato próximo com pessoas que estejam infectadas ou possam estar. Desinfete ambientes e objetos usados por pessoas infectadas. Para quebrar a cadeia de transmissão, pessoas com suspeita de infecção devem se isolar e procurar atendimento médico para confirmar ou afastar o diagnóstico.


37. O uso de preservativo é importante?


O preservativo ajuda a evitar, mas não impede totalmente a transmissão, já que o vírus pode estar em qualquer parte do corpo. É importante lembrar que o preservativo é fundamental para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Até que haja mais estudos sobre a transmissão da varíola símia por fluidos sexuais, a OMS recomenda o uso de preservativos por 12 semanas após a recuperação. No início de agosto, o Ministério da Saúde do Brasil orientou que mulheres grávidas atentem para o uso do preservativo em todas as relações sexuais (oral, vaginal e anal).


38. E o uso de máscaras, evita a transmissão?


Não há até o momento uma orientação geral sobre uso de máscaras para evitar a varíola símia. No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou, no início de agosto, que grávidas, puérperas e lactantes façam uso de máscaras em lugares potencialmente contaminados pelo vírus.


39. Existe vacina contra a doença?


Sim, há uma vacina licenciada para a varíola símia e, por enquanto, apenas uma fábrica produz. Até o espalhamento dos surtos por vários continentes, a produção era pequena porque o imunizante era vendido apenas para a África, onde a doença é endêmica. Como a demanda pela vacina aumentou ao redor do mundo, não há produto para todos. Alguns países estão utilizando a vacina contra varíola, que também é pouco comum, para imunizar principalmente profissionais da saúde e pessoas imunossuprimidas. 


40. Ela está disponível no Brasil?


Ainda não. Em 25 de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação e o uso da vacina existente, produzida na Europa, pelo Ministério da Saúde, por um prazo de seis meses. 


41. O Brasil é capaz de produzir a vacina?


Por enquanto não.


42. Quem tomou a vacina contra a varíola humana está protegido?


Pessoas que foram vacinadas no passado contra a varíola humana estão parcialmente protegidas, com variações individuais sobre a extensão da manutenção da resposta imune. No Brasil, esse imunizante foi aplicado até a década de 70 — na maioria dos países a doença foi erradicada nos anos 80. Por isso, pessoas mais jovens não estão protegidas, e as mais velhas, se foram vacinadas, provavelmente hoje tem níveis baixos de proteção. 


43. Quem pegou varíola no passado está protegido da varíola símia?


Provavelmente sim, mas não existem estudos que comprovem essa afirmação. É importante lembrar que a proteção nunca é total.


OUTRAS QUESTÕES


44. Por que a OMS decretou emergência de saúde?


A ocorrência de surtos em vários países fez a OMS decretar emergência de saúde por varíola símia em 23 de julho. A medida dá visibilidade ao avanço da doença e alerta os países de que é necessário uma ação coordenada.


45. A varíola símia é hoje um surto, uma pandemia ou uma epidemia?


É uma epidemia em escala internacional. Ao menos 112 países já registraram casos da doença.


46. A doença pode se tornar uma pandemia como a da covid-19?


Apesar de o vírus poder infectar a população de uma forma geral, a expectativa é de que o impacto seja menor do que o SARS-CoV-2 por três motivos. O principal deles é a baixa capacidade de transmissão do vírus monkeypox por vias aéreas. Além disso, o vírus apresenta menor taxa de mutação que o SARS-CoV-2 e causa poucos casos graves.


47. Quais são os países com maior número de casos neste momento?


Estados Unidos, Brasil, Espanha, França e Alemanha (até 25 de setembro).


48. Qual é a situação no Brasil?


O Brasil tem 7.445 casos notificados, 5.147 casos suspeitos e duas morte, segundo o Ministério da Saúde (dados até 25 de setembro).


49. No Brasil, quais são os estados com mais pessoas infectadas?


São Paulo concentra a grande maioria dos casos. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás estão na sequência (dados até 25 de setembro). É importante lembrar que estados com menos habitantes podem enfrentar situações graves mesmo com um número de casos que aparentemente não pareça elevado.


50. O número de casos pode ser maior do que o registrado oficialmente?


Sim. Muitas pessoas infectadas podem ter poucos sintomas e, por isso, não acessam o serviço de saúde.



A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador. São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 


Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.


Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.


Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

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