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Em tendência de queda, positividade para covid-19 está em 21,8%
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Em tendência de queda, positividade para covid-19 está em 21,8%

29.07.2022

Os resultados positivos para covid-19 continuam caindo após ampla disseminação das subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron. De 9 a 23 deste mês, o percentual passou de 34,5% para 21,8%. É o que mostram análises do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com base em 382.113 testes realizados pelos laboratórios particulares Dasa, DB Molecular e HLAGyn, a maioria nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.



Na última semana (16 a 23 de julho), a queda da positividade se deu em todos os estados analisados. O mapa de calor (abaixo) deixa clara a redução. Em Goiás, a taxa passou de 34% para 21%; em Mato Grosso, de 40% para 33%; no Distrito Federal, de 21% para 16%; em Minas Gerais, de 33% para 23%; no Rio de Janeiro, de 25% para 20%; e em São Paulo, de 31% para 22%. 



A redução de resultados positivos ocorreu em todas as faixas etárias. Conforme o mapa de calor indica (abaixo), quanto mais baixa é a idade do grupo analisado menores são os percentuais. Apenas os grupos 70 a 79 anos e acima de 80 anos têm atualmente taxas superiores a 30%. 



Os testes realizados pelos laboratórios parceiros também identificam a presença de outros vírus respiratórios, como Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Influenza A e B. A positividade para esses três patógenos está abaixo de 10% desde o início de junho e neste mês foi inferior a 5%. O VSR causa resfriados comuns na maioria das pessoas, mas pode desencadear casos graves principalmente em crianças de 0 a 4 anos, por isso exige atenção.


A inversão da curva de positividade para covid-19 ocorreu após a disseminação das subvariantes BA.4 e BA.5. Relatório divulgado pelo ITpS na semana passada mostrou que uma ou outra subvariante é encontrada em 96,6% das amostras positivas para SARS-CoV-2. Como não há por enquanto a ocorrência de variantes de interesse ou de preocupação, a tendência é que a taxa de positividade continue em queda. 


O ITpS está monitorando a circulação dos vírus respiratórios utilizando dados dos laboratórios parceiros — este é o 11º relatório. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade, para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o acompanhamento das subvariantes da Ômicron em circulação no país. Os dois relatórios são divulgados em semanas alternadas e estão disponíveis do site do ITpS: itps.org.br.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias.


O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador. São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Hospital do Coração (HCor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942