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Percentual de testes positivos para SARS-CoV-2 sobe de 8,5% para 23,6% em um mês; entre adultos de 50 a 59 está em 31%
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Percentual de testes positivos para SARS-CoV-2 sobe de 8,5% para 23,6% em um mês; entre adultos de 50 a 59 está em 31%

20.05.2022

A positividade de testes para SARS-CoV-2 segue em alta em todas as faixas etárias e todos os estados analisados. O percentual, que havia caído para 3,6% no fim de março e subido para 8,5% há um mês (semana até 16 de abril), agora está em 23,6% (semana até 14 de maio). A taxa mais elevada é encontrada em adultos de 50 a 59 anos: 31%. O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) analisou 221.643 testes moleculares (RT-PCR e Flowchip) realizados de 1º de fevereiro a 14 de maio pelos laboratórios privados parceiros Dasa, DB Molecular e HLAGyn, 95% deles coletados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.



Em duas semanas (30 de abril a 14 de maio), a positividade de testes para SARS-CoV-2 aumentou nos seis estados analisados: São Paulo (de 14% para 24%), Rio de Janeiro (de 11% para 23%), Minas Gerais (de 8% para 23%), Mato Grosso (de 6% para 19%), Goiás (de 3% para 19%) e Distrito Federal (de 3% para 11%).


Em relação à positividade por faixa etária, também houve aumento generalizado no período, com destaque para as pessoas de 10 a 19 (de 13% para 25%), de 50 a 59 (17% para 31%) e 70 a 79 (de 13% para 29%). 


Os testes moleculares feitos pelos laboratórios identificam, além de SARS-CoV-2, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e os vírus Influenza A e B. Na semana de 7 a 14 de maio, dos testes positivos, 95,9% apontaram SARS-CoV-2, 3,7% VSR e 0,4% Influenza.



A taxa de positividade do VSR se mantém acima de 17%. Esse vírus causa resfriados comuns em todas as faixas etárias e pode gerar infecções graves em crianças e idosos. Na semana de 7 a 14 de maio, 41,6% de todos os casos positivos de VSR foram detectados entre crianças de 0 a 9 anos, principal faixa etária afetada pelo vírus.


O ITpS está monitorando a circulação dos vírus respiratórios utilizando dados dos laboratórios parceiros — este é o sétimo relatório. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade, para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o acompanhamento das variantes da Ômicron em circulação no país. Os dois relatórios são divulgados em semanas alternadas.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador. São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 


Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.


Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.


Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Hospital do Coração (HCor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942