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Positividade de testes para SARS-CoV-2 sobe e chega a 8,4%; maior taxa está na faixa etária de 10 a 19 anos
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Positividade de testes para SARS-CoV-2 sobe e chega a 8,4%; maior taxa está na faixa etária de 10 a 19 anos

20.04.2022

Após cair para 3,6% no fim de março, a positividade de testes para SARS-CoV-2 voltou a subir e chegou a 8,4% na semana de 10 a 16 de abril. A taxa está mais elevada em duas faixas etárias: de 10 a 19 anos (14%) e de 50 a 59 anos (12%). A análise é do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com dados dos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular e HLAGyn.



Em relação aos estados analisados, dois tiveram um crescimento mais expressivo entre as semanas de 26 de março e 16 de abril: Rio de Janeiro, de 3% para 9%, e São Paulo, de 4% para 9%. Monitoramento sobre a variante Ômicron divulgado pelo ITpS na semana passada mostrou crescimento da sublinhagem BA.2, que já correspondia por cerca de 70% dos casos positivos de SARS-CoV-2 entre os testes analisados (clique aqui para ler).



De 19 a dezembro de 2021 a 16 de abril, o ITpS analisou 588.129 testes para diagnóstico de infecções causadas por SARS-CoV-2, Influenza A/B ou Vírus Sincicial Respiratório (VSR) realizados pelos laboratórios. Das amostras coletadas, 94% foram de estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.


Na semana 10 a 16 de abril foram feitos 9.611 testes. Entre os que tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, 95,8% indicaram SARS-CoV-2 e 4,2%, VSR. Não houve registro de Influenza A/B.


Em relação ao VSR, a taxa de positividade foi de 20,5% – a maior desde o início do monitoramento do ITpS. Do total, 47,8% dos casos foram observados entre crianças de 0 a 9 anos. O VSR causa resfriados comuns em todas as faixas etárias e pode desencadear infecções graves em crianças e idosos.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador. São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes:



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Hospital do Coração (HCor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942