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Resultados positivos para covid-19 sobem de 23,6% para 42,3% e para Vírus Sincicical Respiratório caem de 17,3% para 8,4% em um mês
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Resultados positivos para covid-19 sobem de 23,6% para 42,3% e para Vírus Sincicical Respiratório caem de 17,3% para 8,4% em um mês

16.06.2022

No período de um mês (14 de maio a 11 de junho), a positividade de testes para SARS-CoV-2 subiu de 23,6% para 42,3% enquanto para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) caiu de 17,3% para 8,4%. Também houve aumento nos resultados positivos para Influenza A, de 2% para 4%. Os dados constam do nono relatório de monitoramento de vírus respiratórios produzido pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Para a análise, foram utilizados 297.135 testes moleculares realizados pelos laboratórios privados Dasa, DB Molecular e HLAGyn de 1º de fevereiro a 11 de junho, cerca de 95% deles coletados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.



No último mês, todos os estados analisados e faixas etárias observaram aumento da positividade para SARS-CoV-2. Em relação aos estados, as taxas ficaram acima de 30%, sendo que três unidades ultrapassaram os 40%: Distrito Federal (de 18% para 48%), Rio de Janeiro (de 24% para 44%) e São Paulo (de 30% para 43%).


No mesmo período, todas as faixas etárias a partir de 30 anos tiveram positividade acima de 45%, com destaque para 50 a 59 anos (52%), 70 a 79 anos (48%) e 60 a 69 anos (47%). Testes feitos em crianças de 5 a 9 anos tiveram 27% dos resultados positivos para SARS-CoV-2 e de 0 a 4 anos, 16%, faixa etária em que o VSR é mais comum.



Na semana epidemiológica 23 (5 a 11 de junho), a proporção de resultados positivos ultrapassou os valores de fevereiro. Outro dado que indica a seriedade do atual cenário é o crescimento constante do número de testes realizados, independentemente do resultado. Em um mês, a quantidade de testes feitos por semana subiu de 13.422 para 22.838, uma alta de 70%.


O ITpS está monitorando a circulação dos vírus respiratórios utilizando dados dos laboratórios parceiros — este é o nono relatório. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade, para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o acompanhamento das variantes da Ômicron em circulação no país. Os dois relatórios são divulgados em semanas alternadas e estão disponíveis do site do ITpS.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador.


São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Hospital do Coração (HCor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942