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Pesquisas APOIADAS
Avaliar se as variantes comprometem a capacidade neutralizante entre pessoas que foram vacinadas com Coronavac

Avaliar se as variantes comprometem a capacidade neutralizante entre pessoas que foram vacinadas com Coronavac

Fundação Faculdade de Medicina da USP

 O colapso do sistema de saúde de Manaus (AM) colocou a variante gama do SARS-CoV-2, também chamada de P1, em evidência no Brasil no início de 2021. Com o alastramento da gama no país e o crescimento do número de casos de outras variantes ao redor do mundo, novas perguntas científicas surgiram. Uma delas – os sintomas clínicos da gama são os mesmos das cepas anteriores que circularam no Brasil? – foi respondida por um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da iniciativa Todos pela Saúde.


Os pesquisadores analisaram casos sintomáticos de covid-19 registrados de 22 de janeiro a 15 de maio de 2021 entre profissionais de saúde do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. As amostras que testaram positivo para SARS-CoV-2 foram submetidas ao sequenciamento completo do genoma. Além dos sintomas clínicos, foram observados os fatores de risco para a infecção pela variante gama.


Entre os profissionais houve o registro de 423 casos de covid-19, sendo que 98% das pessoas apresentaram sintomas leves. Um terço delas foi infectada pela variante gama e o restante, por outras cepas. Entre os achados do estudo estão:



  • Pessoas infectadas pela variante gama sentiram menos alterações no olfato e no paladar, sintomas considerados frequentes entre os contaminados pelo SARS-CoV-2 em 2020. Essa foi uma das primeiras pesquisas que apontaram uma mudança na característica dos sintomas de acordo com a cepa. Com a gama, entre as pessoas vacinadas, eles ficaram mais próximos aos de um resfriado.

  • A imunização contra a covid-19, infecção anterior pelo SARS-Cov-2 e idade não foram associados à contaminação pela variante gama.

  • Entre os profissionais de saúde do Hospital das Clínicas, todos vacinados com a Coronavac na primeira etapa da campanha de imunização no país, 90% produziram anticorpos. Ainda são necessárias análises aprofundadas para identificar outras formas de proteção eventualmente desencadeadas pela vacina.


Recursos investidos: R$ 1.029.260,00


Instituição: Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)


Baixe a apresentação da pesquisa
Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942