Pesquisas APOIADAS
Epicovid-19

Epicovid-19

Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

O Epicovid-19 foi o primeiro e maior estudo brasileiro a investigar o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil. Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFpel) e coordenado pelo epidemiologista Pedro Hallal, o levantamento começou no Rio Grande do Sul apenas 16 dias após o registro da primeira morte no Estado, reunindo 13 universidades, o governo gaúcho e a iniciativa privada. Em maio de 2020, foi ampliado e ganhou dimensão nacional, com apoio do Ministério da Saúde e depois da iniciativa Todos pela Saúde, por meio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).


Além de acompanhar o crescimento do número de contaminados, o estudo monitorou a velocidade de expansão da infecção, forneceu indicadores para cálculos da letalidade e determinou o percentual de infecções assintomáticas. Até agosto de 2021, o Epicovid-19 havia resultado na publicação de 15 artigos científicos (mais informações abaixo).


Entre os principais achados estão:



  • Confirmação da teoria do iceberg, de que o número de casos estava subestimado em razão da baixa capacidade de testagem. Em meados do ano passado, para chegar ao número real de infectados era preciso multiplicar por seis o total de casos confirmados nas estatísticas oficiais.

  • Crianças também podem ser infectadas. No início da pandemia se acreditava que o novo coronavírus infectava apenas pessoas mais velhas. O Epicovid-19 mostrou que, sim, as crianças e os adolescentes também podiam ser infectados. O percentual de infecção em todas as fases da pesquisa foi similar entre crianças e adultos.

  • Perda de olfato e paladar como sintomas. O Epicovid-19 foi um dos primeiros estudos no mundo a apontar que a perda de olfato e de paladar eram sintomas da infecção pelo SARS-CoV-2, na primeira onda da doença. Com as novas variantes, os sintomas também foram se modificando.

  • Risco de contaminação reflete a desigualdade do país. O Epicovid-19 mostrou as desigualdades socioeconômicas e étnicas na distribuição dos infectados. Os pobres foram duas vezes mais contaminados, assim como os negros. Entre os indígenas, a contaminação foi cinco vezes maior.  


Os artigos publicados:


Trends in the prevalence of covid-19 infection in Rio Grande do Sul, Brazil: repeated serological surveys (clique aqui)


Epicovid-19 protocol: repeated serological surveys on SARS-CoV-2 antibodies in Brazil (clique aqui)


Population-based surveys of antibodies against SARS-CoV-2 in Southern Brazil (clique aqui)


Prevalence of antibodies against SARS-CoV-2 according to socioeconomic and ethnic status in a nationwide Brazilian survey (clique aqui)


Social distancing patterns in nine municipalities of Rio Grande do Sul, Brazil: the Epicovid-19-RS study (clique aqui)


SARS-CoV-2 antibody prevalence in Brazil: results from two successive nationwide serological household surveys (clique aqui)


Time-dependent decay of detectable antibodies against SARS-CoV-2: a comparison of Elisa with two batches of a lateral-flow test (clique aqui)


High prevalence of symptoms among Brazilian subjects with antibodies against SARS-CoV-2 (clique aqui)


Missed childhood immunizations during the covid-19 pandemic in Brazil: analyses of routine statistics and of a national household survey (clique aqui)


Chronic non-communicable diseases and covid-19: epicovid-19 Brazil results (clique aqui)


Slow spread of SARS-CoV-2 infection in Southern Brazil: report on eight state-wide serological surveys including 35,611 participants (clique aqui)


Covid-19 and social distancing among children and adolescents in Brazil (clique aqui)


The challenge of conducting epidemiological research in times of pandemic and denialism: one year anniversary of the Epicovid-19 project in Brazil (clique aqui)


Overcoming Brazil’s monumental covid-19 failure: an urgent call to action (clique aqui)


Influenza vaccination in older adults during the covid-19 pandemic: a population-based study in 133 Brazilian cities (clique aqui)


Recursos investidos: R$ 11.488.750,00


Instituição: Associação Brasileira de Saúde Coletiva


 


Crédito da imagem: Daniela Xu/Divulgação Epicovid-19


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