Pesquisas APOIADAS
Estudo com plasma de pacientes recuperados da covid-19

Estudo com plasma de pacientes recuperados da covid-19

Hospital Israelita Albert Einstein

Viver o surgimento de um novo vírus e o seu alastramento é caminhar em um território de incertezas, e para descobrir cada um dos aspectos da doença que emerge é necessário estudar diversas alternativas. Na busca por um tratamento contra o SARS-CoV-2, o Hospital Israelita Albert Einstein desenvolveu o Estudo com plasma de pacientes recuperados da covid-19.


O ensaio clínico foi desenhado em março de 2020, quando ainda havia poucas informações sobre a covid-19. Mas a segurança da terapia já era conhecida fazia tempo: o uso de plasma convalescente data de 1891, contra a difteria, e foi adotado experimentalmente em surtos de infecção respiratória, como a gripe H1N1 (2009-2010), a síndrome respiratória aguda grave causada pelo SARS-CoV-1 (2003) e a síndrome respiratória do Oriente Médio causada pelo MERS-CoV-1 (2012). 


Para o estudo conduzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, pessoas já curadas da covid-19, ou seja, com anticorpos para combater o SARS-CoV-2, cederam plasma sanguíneo, que é composto por 90% de água e substâncias dissolvidas, como proteínas, fatores de coagulação, sais, lipídios, hormônios e vitaminas. Esse plasma foi aplicado em pacientes diagnosticados com a doença e que estavam internados no hospital. A hipótese era que houvesse a transmissão dos chamados anticorpos neutralizantes, capazes de inativar o vírus, evitando, assim, que a carga viral subisse e o quadro se agravasse. 


Os voluntários tratados de forma precoce – nos dez primeiros dias após o surgimento dos sintomas – evoluíram um pouco melhor do que os demais, mas a diferença não foi estatisticamente relevante a ponto de o plasma convalescente ser incorporado ao protocolo de tratamento contra a covid-19. Em agosto de 2021, cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford chegaram a conclusão semelhante.


Apesar de o tratamento com plasma convalescente não ter se mostrado eficaz, outros achados resultaram do estudo:



  • Um deles se refere à orientação em relação à doação de sangue por pessoas que foram infectadas por covid-19. Mesmo sendo baixa probabilidade de transmissão do SARS-CoV-2 por transfusão, os pesquisadores sugerem aos hemocentros que aguardem ao menos 30 dias após o fim dos sintomas para a coleta do plasma.

  • A prevalência de covid-19 entre pessoas com os tipos de sangue O ou B foi menor do que entre aquelas com os tipos A ou AB. Não houve diferença, porém, em relação à internação. 


Artigos publicados:


Convalescent plasma for covid19: how long should a donor be excluded from donation? (clique aqui)


Covid-19 convalescent plasma cohort study: evaluation of the association between both donor and recipient neutralizing antibody titers and patient outcomes (clique aqui)


Screening for SARS-CoV-2 antibodies in convalescent plasma in Brazil: preliminary lessons from a voluntary convalescent donor program (clique aqui)


Anti-A and SARS-CoV-2: an intriguing association (clique aqui)


Recursos investidos: R$ 3.4000.000,00


Instituição: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein


 


Crédito da imagem: Divulgação Einstein

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