Pesquisas APOIADAS
Soroprevalência de SARS-CoV2 no município de S. Paulo (SoroEpi MSP)

Soroprevalência de SARS-CoV2 no município de S. Paulo (SoroEpi MSP)

Instituto Semeia

SoroEpi MSP começou a ser desenvolvido na capital paulista em maio de 2020, poucas semanas após a chegada do novo coronavírus no país, e é o único estudo brasileiro que acompanha o avanço do SARS-CoV-2 em uma grande cidade por meio da coleta de sangue venoso da população, estratégia considerada padrão-ouro.


Financiada pelo Instituto Semeia por meio da iniciativa Todos pela Saúde, a pesquisa é desenvolvida por Beatriz Tess, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); Maria Cecília Goi Porto Alves, do Instituto de Saúde da Secretaria da Saúde de São Paulo; Celso Granato, Edgar Gil Rizzati, Maria Carolina Pintão, todos do Grupo Fleury; e Márcia Cavallari Nunes, da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec); com a coordenação do biólogo Fernando Reinach.


O objetivo central é aferir e acompanhar, para além dos registros oficiais, quantas pessoas em São Paulo já foram infectadas pelo novo coronavírus e subsidiar dados para os governos para a tomada de decisões de políticas públicas. O Brasil não implementou um programa amplo de testagem da população, estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o controle da doença, e os testes só são feitos quando há suspeita. Por isso, a subnotificação de casos é expressiva.


A cada rodada da pesquisa, 1,2 mil pessoas com mais de 18 anos são escolhidas de forma aleatória. Elas respondem a um questionário com perguntas sociodemográficas e sobre a presença de sintomas gripais e têm o sangue coletado para detecção e quantificação de anticorpos IgM e IgG específicos para os SARS-CoV-2. Com o avanço da vacinação, novas questões foram inseridas no questionário, para descobrir, por exemplo, o porcentual de pessoas com anticorpos neutralizantes de acordo com o imunizante recebido. Até setembro de 2021 já haviam sido realizadas sete rodadas do levantamento e estavam previstas mais duas ou três, a depender do andar da pandemia.


Entre os principais achados até agora estão:



  • A estimativa da soroprevalência total na cidade de São Paulo em diferentes momentos da pandemia do SARS-CoV-2. Em todas as rodadas, o percentual aferido ficou acima do registrado pelos dados oficiais. 

  • Houve duas epidemias no município, com dinâmicas de propagação distintas, que refletiram a desigualdade social da cidade. A população que mora nas áreas periféricas, que em sua maioria é negra ou parda, tem baixa renda e escolaridade, foi estatisticamente mais infectada do que as classes média e alta. Ao longo da pandemia a diferença entre ricos e pobres infectados foi caindo, mas até agosto de 2020 não havia ocorrido o nivelamento.


Para mais informações sobre os resultados de cada fase do SoroEpi MSP, acesse:


Projeto-piloto (clique aqui)


Fase 2 (clique aqui)


Fase 3 (clique aqui)


Fase 4 (clique aqui)


Fase 5 (clique aqui)


Fase 6 (clique aqui)


Fase 7 (clique aqui)


Fase 8 (clique aqui)


Artigo publicado:


Assessment of initial SARS-CoV-2 seroprevalence in the most affected districts in the municipality of Sao Paulo, Brazil (clique aqui)


Recursos investidos: R$ 4.500.000,00


Instituição: Instituto Semeia

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942