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Histórico de surtos de arboviroses

DATA DE PUBLICAÇÃO: 03.07.2024

O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) realiza desde janeiro de 2024 o monitoramento de arboviroses com foco principal no vírus da Dengue. Para isso, integra e analisa resultados de testes diagnósticos moleculares feitos pelos laboratórios Sabin, Hospital Israelita Albert Einstein, HLAGyn, Hilab, Fleury e DB Molecular. Desde o início da parceria já foram analisados mais de 1,5 milhões de resultados. Nesta página, as análises aparecem de forma histórica e consolidada, e as atualizações são feitas periodicamente, sempre que novos dados são recebidos e incluídos.


1. Cenário epidemiológico do vírus da Dengue


No gráfico a seguir estão as positividades percentuais para o vírus da Dengue nos anos de 2022, 2023 e 2024 por semanas epidemiológicas.
A primeira visualização foca na sazonalidade do vírus da Dengue, comparando os três últimos anos.


-------01_DENV_line_posrate_direct_week_country-------




O gráfico abaixo mostra as positividades percentuais para o vírus da Dengue nos anos de 2022, 2023 e 2024 por semanas epidemiológicas, conforme padrão de data fim da semana epidemiológica do calendário do SINAM, destacando números de testes positivos e negativos.


-------02_DENV_line_bar_posrate_posneg_direct_week_country-------




2. Surtos de dengue em diferentes regiões e estados


Com os resultados dos testes, é possível rastrear a positividade dos testes de Dengue por estados e regiões brasileiras. Os gráficos a seguir mostram a origem e o volume de dados de diagnóstico.


Números absolutos de testes positivos para o vírus da Dengue por região brasileira nos dados integrados disponibilizado por nossos parceiros.


-------03_DENV_bar_total_direct_weeks_regions-------




Ênfase nas positividades percentuais por unidades federativas brasileira, com conjunto amostral mínimo para compor uma linha temporal para visualização.


-------04_DENV_line_posrate_direct_weeks_states-------




3. Distribuição por faixa etária dos testes positivos para Dengue

Infecções pelo vírus da dengue afetam todas as faixas etárias. Abaixo temos gráficos que apresentam resultados de testes positivos (antígeno e PCR) por faixas etárias de 0 a mais de 80 anos.


A seguir, a distribuição da positividade percentual dos testes de Dengue por diferentes faixas etárias ao longo das semanas epidemiológicas:


-------06_DENV_heat_posrate_agegroups_week_country-------




Distribuição de resultados positivos para Dengue em diferentes faixas etárias ao longo dos últimos meses (mês vigente não fechado quanto ao número de casos):

-------07_DENV_barH_pos_agegroups_month_country-------




4. Outras arboviroses


Entre os dados que analisamos também encontramos resultados de testes que detectam outros arbovírus em circulação, como Zika, Chikungunya e Oropouche. Abaixo temos o número de testes positivos (PCR, antígeno e IgM) para esses vírus, por faixa etária, ao longo dos últimos meses. 


-------08_Arbo_barH_pos_agegroups_month_country-------




5. Vigilância genômica de linhagens de vírus da dengue

O vírus da dengue sofre mutações enquanto infecta hospedeiros, gerando variantes com diferentes propriedades, com possibilidade de maior transmissibilidade ou evasão a vacinas. Dados de sequenciamento genético são cruciais para a preparação, vigilância e resposta a emergências em saúde. Um sistema universal de nomenclatura de linhagens virais é essencial para a comunicação e compreensão dos resultados de sequenciamento no país e no mundo.


Neste sentido está sendo utilizado o sistema de nomenclatura de linhagens do vírus da dengue, descrito neste manuscrito (em fase de revisão) e neste website. O sistema ‘dengue-lineages’ usa códigos alfanuméricos para nomear as variantes. Esse padrão neutro de nomenclatura é essencial, pois evita estigmas trazidos por nomes inadequados que informalmente são dados a variantes (“variante centauro”, “variante indiana”, etc).
Para nomear as variantes, informações sobre sorotipo, genótipo, linhagem e sub-linhagem viral são utilizadas. Por exemplo, segundo dados abertos a que tivemos acesso, os vírus da linhagem 1V_E (sorotipo DENV-1, genótipo cinco, linhagem E) foram os mais comuns entre 2022 e 2023 no Brasil.


O gráfico a seguir mostra a distribuição das linhagens do vírus da Dengue por mês, destacando as mais prevalentes ao longo do tempo:


-------09_DENV_bar_total_relat_serum_month_country_gen-------




O gráfico abaixo apresenta a diversidade genética do vírus da Dengue por mês, mostrando a variação nas linhagens ao longo do tempo: 


-------10_DENV_bar_total_serum_month_country_gen-------




Aumentar o conhecimento da diversidade genética do vírus da dengue que circula no Brasil é essencial. Informações genômicas são cada vez mais relevantes para preparar nosso país para enfrentar novas epidemias de dengue, em especial no contexto atual do uso pioneiro da vacina contra a doença.


O ITpS agradece aos laboratórios parceiros, DB Mol, Fleury, Hospital Israelita Albert Einstein, Hilab, HLAGyn e Sabin, que gentilmente fornecem dados de diagnóstico para compreender o cenário epidemiológico da dengue, chikungunya e outras arboviroses.

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