Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com o nosso Termo de Uso e Aviso de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
OK
X
Para aumentar ou diminuir a fonte, utilize os atalhos Ctrl+ (aumentar) e Ctrl- (diminuir) no seu teclado.
FECHAR
cores originais
mais contraste
A+
pesquisa

Monitoramento de arboviroses - relatório 16

DATA DE PUBLICAÇÃO: 09.01.2026

Dengue: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária


Chikungunya: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária


Outras arboviroses | Mensagens finais


A positividade para dengue (DENV) no início de 2026 é a mais baixa dos últimos quatro anos. Apesar disso, a taxa de exames positivos está em ascensão. Em contraste, a positividade para chikungunya (CHIKV) oscilou bastante nas últimas semanas e chegou à taxa de 12% na Semana Epidemiológica (SE) 53, encerrada em 3/1/2026. . Vale lembrar que a prevenção ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate às duas doenças.


A positividade (porcentagem de exames positivos em relação ao total de exame de um dado período) é um indicador estratégico. Quando calculado usando dados oportunos, pode antecipar a detecção de surtos e contribuir para a tomada de decisões de saúde pública.


As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com dados de mais de 1 milhão exames diagnósticos realizados entre janeiro de 2022 e novembro de 2025 pelos laboratórios parceiros DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelita, Sabin e Target.


1. Panorama da dengue nos últimos anos


A positividade para o vírus da dengue (DENV) apresentou discreto crescimento a partir de novembro, período em que já se espera o início do aumento do número de casos. Na Semana Epidemiológica (SE) 53, a positividade foi de aproximadamente 2%.


-------01_DENV_line_posrate_direct_week_country_years-------


O gráfico a seguir utiliza duas fontes de dados: a positividade de exames (em %), obtida por meio de dados de laboratórios parceiros, e os casos de dengue estimados pelo InfoDengue. Os resultados possibilitam uma análise comparativa entre a positividade de exames e o volume de casos estimados.


É possível identificar como as tendências de aumento da positividade e de número de casos apresentam dinâmicas similares, evidenciando a confiabilidade das análises feitas pelo ITpS nos últimos anos, além da qualidade dos dados fornecidos pelos laboratórios parceiros.


-------22_DENV_line_posrate_bar_pos_direct_week_country_infodengue-------


O InfoDengue estimou a ocorrência de mais de 3.875.000 casos de dengue no Brasil entre janeiro e dezembro de 2025, sendo 26.481 deles na semana epidemiológica 50 (encerrada 13/12/2025).


Os dados abaixo, estratificados entre resultados positivos (vermelho) e negativos (azul) ao longo dos últimos 12 meses, mostram que a demanda por exames para dengue nas últimas semanas epidemiológicas ainda é baixa se comparada ao mesmo período do ano anterior. Além disso, é possível perceber que, apesar de baixa, a positividade está aumentando e a SE 53 (encerrada em 3/1/26) apresentou uma taxa de 2% de exames positivos.


-------02_DENV_line_bar_posrate_posneg_direct_week_country-------


1.1 Distribuição geográfica dos exames para dengue


Os dados apresentados neste relatório provêm majoritariamente de laboratórios da rede privada, com atuação principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O gráfico abaixo apresenta o percentual de exames mensais para dengue realizados nessas áreas.


-------03b_DENV_bar_total_direct_weeks_regions-------


O próximo gráfico apresenta a positividade para dengue em diferentes estados brasileiros. No momento, a maior parte ainda apresenta baixa taxa de positividade (<5%). A exceção é Goiás, que está com uma taxa de 9%.


-------21_DENV_heat_posrate_direct_weeks_states-------


Outra forma de visualizar os dados é por meio de mapas. Abaixo, é possível verificar a distribuição geográfica dos exames positivos para o vírus da dengue em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 3/11/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes.


-------11_DENV_map_pos_direct-------


Desde o início do atual ciclo sazonal (2025-2026), as Unidades Federativas (UFs) de Mato Grosso (1), Tocantins (1), Distrito Federal (0.46), Mato Grosso do Sul (0.28) e Goiás (0.25) foram as que apresentaram, cumulativamente, o maior número de exames positivos (por 100 mil habitantes) entre os laboratórios parceiros.


1.2 Distribuição dos exames positivos para dengue por faixa etária


Infecções pelo vírus da dengue afetam todas as idades. Os gráficos abaixo apresentam a positividade (com exames de antígeno e PCR) nas faixas etárias de 0 a 80+ anos.


A positividade ainda é baixa, mas tem apresentado tendência de aumento desde o início de novembro, como observado nas séries temporais acima. Este movimento, porém, ainda não foi evidenciado nos diferentes grupos etários abaixo. Na SE 53, a faixa de 30-49 anos registrou a maior positividade (4%).


-------06_DENV_heat_posrate_agegroups_week_country-------


Mesmo com esse leve crescimento na positividade, o número de casos em dezembro permaneceu relativamente baixo. De agosto de 2025 até 3/1/2026, os laboratórios parceiros detectaram cerca de 588 infecções pelo vírus da dengue por exames de PCR e antígeno.


-------07_DENV_barH_pos_agegroups_month_country-------



2. Panorama da chikungunya nos últimos anos


Diferentemente dos anos anteriores, em 2025, a positividade para o vírus chikungunya (CHIKV) começou em alta, com 28% na SE 1 (encerrada em 4/1). O percentual continuou subindo até 35% na SE 6 (encerrada em 8/2): o mais alto para o primeiro trimestre dos últimos três anos (linha verde escura). No decorrer do ano, a positividade teve várias oscilações.Na SE 53, a taxa de exames positivos para CHIKV foi de 12%.


-------14_CHIKV_line_posrate_direct+indirect_week_country_years-------


A série histórica a seguir foi construída com dados dos laboratórios parceiros (positividade, em %) e os casos estimados de chikungunya pelo InfoDengue. Os dados do gráfico abaixo apontam a correlação entre as tendências de aumento e diminuição da positividade e o número de casos estimados.


-------23_CHIKV_line_posrate_bar_pos_direct_week_country_infodengue-------


A demanda por exames para chikungunya nos laboratórios parceiros diminuiu quando comparada ao mesmo período do ano anterior. A redução da positividade tem sido percebida ao longo do segundo semestre de 2025, indicando diminuição da transmissão viral em diferentes regiões do país.


-------15_CHIKV_line_bar_posrate_posneg_direct+indirect_week_country-------


2.1 Distribuição geográfica dos exames para chikungunya


Em relação à detecção do vírus da chikungunya neste universo amostral, no último mês analisado, a região Sudeste (32%) foi a que apresentou o maior percentual de exames realizados, seguida pelo Centro-Oeste (30%) e Nordeste (24%).


-------16b_CHIKV_bar_total_direct+indirect_weeks_regions-------


O mapa abaixo mostra a proporção de exames positivos (PCR e IgM) para chikungunya por 100 mil habitantes em diferentes estados brasileiros desde 24/11/2024, quando a positividade começou a subir. Mato Grosso (57.0), Alagoas (15.6) e Tocantins (12.0) apresentam, respectivamente, os maiores números de exames positivos detectados pelos laboratórios parceiros.


-------12_CHIKV_map_pos_direct+indirect-------


Como citamos anteriormente, os dados apresentados acima não cobrem todas as regiões de maneira equitativa e, apesar das limitações amostrais, as análises espaciais evidenciam algumas das localidades mais afetadas por infecções pelo vírus chikungunya.


2.2 Distribuição dos exames positivos para chikungunya por faixa etária


Entre agosto de 2025 até a SE 53 (encerrada em 3/1/2026), os laboratórios parceiros detectaram mais de 1.366 infecções pelo vírus por exames de PCR e sorológicos (IgM). Em dezembro, a faixa etária com maior número de casos foi a de 30-39 anos.


-------08_Arbo_barH_pos_agegroups_month_country-------


3. Outras arboviroses


Entre os dados analisados também há resultados de exames que detectam outros arbovírus em circulação, como o vírus da Zika, Oropouche, febre amarela e Mayaro. Abaixo está o número de exames positivos (por PCR, antígeno ou IgM) para esses vírus, por faixa etária, ao longo dos últimos meses. Mesmo com poucos casos é importante salientar que o vírus da Zika continua circulando em território nacional, embora em baixa proporção.


-------XX_Arbo_barH_pos_agegroups_month_country-------



4. Mensagens finais


Embora o número de testes positivos para dengue ainda seja baixo, já há sinais de tendência de aumento. Por isso, é importante seguir as recomendações do Guia de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses, elaborado pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento do período sazonal de 2024/2025, com o objetivo de combater dengue e outras arboviroses no Brasil.


Dengue e chikungunya são doenças vetoriais transmitidas por mosquitos do gênero Aedes (Ae. aegypti e Ae. albopictus). Neste momento, apesar da campanha de vacinação contra a dengue, a principal forma de controle ainda é o combate ao vetor.


Para isso, é preciso eliminar os criadouros, removendo recipientes que acumulam água, tanto antes quanto durante o período de surtos. Fique atento dentro e fora da sua casa, verifique locais que podem ser foco dos mosquitos e, se necessário, comunique à vigilância da sua cidade sobre terrenos baldios que possam conter criadouros.


Quando disponível, pessoas elegíveis devem se vacinar contra a dengue, conforme orientações do Ministério da Saúde. A vacinação e o controle vetorial são fundamentais para prevenir e proteger sua saúde.


O ITpS agradece aos laboratórios parceiros, DB Molecular, Fleury, Einstein Hospital Israelita, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Sabin e Target, que gentilmente fornecem dados de diagnóstico para compreender o cenário epidemiológico da dengue, chikungunya e outras arboviroses.


VOLTAR
Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942

Termo de Uso e Aviso de Privacidade