Dengue: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária
Chikungunya: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária
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A positividade para dengue (DENV) em janeiro de 2026 é a mais baixa dos últimos quatro anos, mesmo com aumento de dois pontos percentuais na porcentagem de exames positivos durante a última Semana Epidemiológica (SE 4, encerrada em 31/1/2026). Já a positividade para chikungunya (CHIKV) segue em tendência de queda há três meses. Vale lembrar que a prevenção ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate às duas doenças.
A positividade (porcentagem de exames positivos em relação ao total de exame de um dado período) é um indicador estratégico. Quando calculado usando dados oportunos, pode antecipar a detecção de surtos e contribuir para a tomada de decisões de saúde pública.
As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com dados de mais de 1 milhão exames diagnósticos realizados entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026 pelos laboratórios parceiros DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelita, Sabin e Target.
A positividade para o vírus da dengue (DENV) apresentou discreto crescimento a partir de novembro de 2025, período em que já era esperado o início de aumento no número de casos. No entanto, na Semana Epidemiológica (SE) 4, encerrada em 31/1/2026, a positividade cresceu de maneira mais expressiva, indo de 2% (SE 3, encerrada em 24/1) para 4%.
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O gráfico a seguir utiliza duas fontes de dados: a positividade de exames (em %), obtida por meio de dados de laboratórios parceiros, e os casos de dengue estimados pelo InfoDengue. Os resultados possibilitam uma análise comparativa entre a positividade de exames e o volume de casos estimados.
É possível identificar como as tendências de aumento da positividade e de número de casos apresentam dinâmicas similares, evidenciando a confiabilidade das análises feitas pelo ITpS nos últimos anos, além da qualidade dos dados fornecidos pelos laboratórios parceiros.
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O InfoDengue estimou a ocorrência de mais de 59 mil casos de dengue no Brasil em janeiro de 2026, sendo 7.884 deles na Semana Epidemiológica (SE) 3, encerrada em 24/1/2026.
Os dados abaixo, estratificados entre resultados positivos (vermelho) e negativos (azul) ao longo dos últimos 12 meses, mostram que a demanda por exames para dengue nas últimas semanas epidemiológicas ainda é baixa se comparada ao mesmo período do ano anterior. Além disso, é possível perceber que, apesar de baixa, a positividade segue aumentando.
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Os dados apresentados neste relatório provêm majoritariamente de laboratórios da rede privada, com atuação principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O gráfico abaixo apresenta o percentual de exames mensais para dengue realizados nessas áreas.
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O gráfico a seguir detalha a positividade para dengue em vários estados do Brasil. Mato Grosso (MT) merece atenção especial, pois registrou uma alta positividade de aproximadamente 30% na última semana. Esse índice elevado serve como um alerta para a intensificação das ações de combate à dengue e para a preparação do manejo clínico adequado. Nos demais estados com dados disponíveis, a positividade para o vírus permanece abaixo de 5%, exceto por Goiás, que apresenta uma taxa de 7%.
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Outra forma de visualizar os dados é por meio de mapas. Abaixo, é possível verificar a distribuição geográfica dos exames positivos para o vírus da dengue em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 3/11/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes.
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Desde o início do atual ciclo sazonal (2025-2026), as Unidades Federativas (UFs) de Mato Grosso (2), Tocantins (1), Distrito Federal (0,4), e Goiás (0,3) foram as que apresentaram, cumulativamente, o maior número de exames positivos por 100 mil habitantes entre os laboratórios parceiros.
Infecções pelo vírus da dengue afetam todas as idades. Os gráficos abaixo apresentam a positividade (com exames de antígeno e PCR) nas faixas etárias de 0 a 80+ anos.
A positividade ainda é baixa, mas tem apresentado tendência de aumento desde o início de novembro, como observado nas séries temporais acima. Já é possível notar esse aumento pela mudança de cores no gráfico abaixo nas últimas duas semanas. Na SE 4, a faixa etária de 5-19 anos registrou positividade maior que 7%.
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De agosto de 2025 até 31/1/2026, os laboratórios parceiros detectaram cerca de 749 infecções pelo vírus da dengue por exames de PCR e antígeno.
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O ano de 2026 iniciou com estabilidade relativa na positividade para o vírus chikungunya (CHIKV), mantendo-se em aproximadamente 10% — diferente do que foi observado em 2025, quando a positividade para CHIKV começou em alta, com 28% na SE 1 (encerrada em 4/1/2025). No ciclo sazonal anterior, inclusive, o percentual de exames positivos atingiu 35% em seu auge, na SE 6, encerrada em 8/2/2025, o patamar mais alto para o primeiro trimestre dos últimos quatro anos. Esse padrão contrasta com os níveis baixos do ciclo sazonal atual (2025/2026).
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A série histórica a seguir foi construída com dados dos laboratórios parceiros (positividade, em %) e os casos estimados de chikungunya pelo InfoDengue. Os dados do gráfico abaixo apontam a correlação entre as tendências de aumento e diminuição da positividade e o número de casos estimados.
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A demanda por exames para chikungunya nos laboratórios parceiros diminuiu quando comparada ao mesmo período do ano anterior. A redução da positividade pode ser percebida ao longo do segundo semestre de 2025, indicando diminuição da transmissão viral em diferentes regiões do país.
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Em relação à detecção do vírus neste universo amostral, no último mês analisado, a região Sudeste foi a que apresentou o maior percentual de exames realizados (34%), seguida pelo Centro-Oeste (28%) e Nordeste (20%).
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Em relação à detecção do vírus neste universo amostral, no último mês analisado, a região Sudeste foi a que apresentou o maior percentual de exames realizados (34%), seguida pelo Centro-Oeste (28%) e Nordeste (20%).
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Como citamos anteriormente, os dados apresentados acima não cobrem todas as regiões de maneira equitativa e, apesar das limitações amostrais, as análises espaciais evidenciam algumas das localidades mais afetadas por infecções pelo vírus chikungunya.
Entre agosto de 2025 até a SE 4 (encerrada em 31/1/2026), os laboratórios parceiros detectaram mais de 1.522 infecções pelo vírus por exames de PCR e sorológicos (IgM). Em janeiro, a faixa etária com maior número de casos foi a de 40-49 anos.
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Entre os dados analisados também há resultados de exames que detectam outros arbovírus em circulação, como o vírus da Zika, Oropouche, febre amarela e Mayaro. Abaixo está o número de exames positivos (por PCR, antígeno ou IgM) para esses vírus, por faixa etária, ao longo dos últimos meses. Mesmo com poucos casos é importante salientar que o vírus da Zika continua circulando em território nacional, embora em baixa proporção.
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Mesmo que o número de testes positivos para dengue ainda esteja baixo, já há sinais de tendência de aumento. Por isso, é importante seguir as recomendações do Guia de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses, elaborado pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento do vírus e outras arboviroses no período sazonal de 2024/2025.
Dengue e chikungunya são doenças vetoriais transmitidas por mosquitos do gênero Aedes (Ae. aegypti e Ae. albopictus). Neste momento, apesar da campanha de vacinação contra a dengue, a principal forma de controle ainda é o combate ao vetor.
Para isso, é preciso eliminar os criadouros, removendo recipientes que acumulam água, tanto antes quanto durante o período de surtos. Fique atento dentro e fora da sua casa, verifique locais que podem ser foco dos mosquitos e, se necessário, comunique à vigilância da sua cidade sobre terrenos baldios que possam conter criadouros.
Quando disponível, pessoas elegíveis devem se vacinar contra a dengue, conforme orientações do Ministério da Saúde. A vacinação e o controle vetorial são fundamentais para prevenir e proteger sua saúde.
O ITpS agradece aos laboratórios parceiros, DB Molecular, Fleury, Einstein Hospital Israelita, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Sabin e Target, que gentilmente fornecem dados de diagnóstico para compreender o cenário epidemiológico da dengue, chikungunya e outras arboviroses.