Dengue: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária
Chikungunya: panorama geral | distribuição geográfica | faixa etária
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A positividade para dengue (DENV) no primeiro bimestre de 2026 é a mais baixa dos últimos quatro anos. Na Semana Epidemiológica (SE) 8 (encerrada em 28/2/2026) – a última analisada –, a taxa de testes positivos ficou em 4%. Já a positividade para chikungunya (CHIKV) subiu cinco pontos percentuais em apenas duas semanas. Vale lembrar que a prevenção ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate às duas doenças.
A positividade (porcentagem de exames positivos em relação ao total de exame de um dado período) é um indicador estratégico. Quando calculado usando dados oportunos, pode antecipar a detecção de surtos e contribuir para a tomada de decisões de saúde pública.
As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com dados de mais de 1 milhão exames diagnósticos realizados entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026 pelos laboratórios parceiros DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelita, Sabin e Target.
A positividade para o vírus da dengue (DENV) apresentou discreto crescimento a partir de novembro de 2025, período em que já era esperado o início de aumento no número de casos. No entanto, no primeiro bimestre de 2026 não ultrapassou os 4%.
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O gráfico a seguir utiliza duas fontes de dados: a positividade de exames (em %), obtida por meio de dados de laboratórios parceiros, e os casos de dengue estimados pelo InfoDengue. Os resultados possibilitam uma análise comparativa entre a positividade de exames e o volume de casos estimados.
É possível identificar como as tendências de aumento da positividade e de número de casos apresentam dinâmicas similares, evidenciando a confiabilidade das análises feitas pelo ITpS nos últimos anos, além da qualidade dos dados fornecidos pelos laboratórios parceiros.
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O InfoDengue estimou a ocorrência de mais de 240 mil casos de dengue no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2026, sendo cerca de 30 mil na SE 7 (encerrada em 3/3/2026).
Os dados abaixo, estratificados entre resultados positivos (vermelho) e negativos (azul) ao longo dos últimos 12 meses, mostram que a demanda por exames para dengue nas últimas semanas epidemiológicas ainda é baixa se comparada ao mesmo período do ano anterior.
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Os dados apresentados neste relatório provêm majoritariamente de laboratórios da rede privada, com atuação principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O gráfico abaixo apresenta o percentual de exames mensais para dengue realizados nessas áreas.
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O gráfico a seguir detalha a positividade para dengue em vários estados do Brasil. Mato Grosso (MT) continua com alta positividade, de aproximadamente 24%. Esse índice serve como um alerta para a intensificação das ações de combate à dengue e para a preparação do manejo clínico adequado. Nos demais estados com dados disponíveis, a positividade para o vírus permanece abaixo ou igual a 1%, exceto por Goiás, que apresenta taxa de 7%.
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Outra forma de visualizar os dados é por meio de mapas. Abaixo, é possível verificar a distribuição geográfica dos exames positivos para o vírus da dengue em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 21/12/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes.
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Desde o início do atual ciclo sazonal (2025-2026), as Unidades Federativas (UFs) de Mato Grosso (3,5), Tocantins (2), Goiás (0,7) e Distrito Federal (0,6) foram as que apresentaram, cumulativamente, o maior número de exames positivos por 100 mil habitantes entre os laboratórios parceiros.
Infecções pelo vírus da dengue afetam todas as idades. Os gráficos abaixo apresentam a positividade (com exames de antígeno e PCR) nas faixas etárias de 0 a 80+ anos.
A positividade ainda é baixa, mas já é possível notar aumento em algumas faixas etárias, pela mudança de cores no gráfico abaixo nas últimas semanas. Na SE 8, a faixa etária de 10 a 19 anos registrou positividade maior que 7%.
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De setembro de 2025 até 28/2/2026, os laboratórios parceiros detectaram 794 infecções pelo vírus da dengue por exames de PCR e antígeno.
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O ano de 2026 iniciou com estabilidade relativa na positividade para o vírus chikungunya (CHIKV), mantendo-se na faixa dos 10% — diferentemente do que foi observado em 2025, quando a positividade começou alta, em 28%. Nas duas últimas semanas, porém, a positividade para CHIKV subiu cinco pontos percentuais. Na Semana Epidemiológica (SE) 8 (encerrada em 28/2/2026), a última analisada, a taxa de testes positivos foi de 15%. Mesmo com essa alta, o percentual ainda é o mais baixo dos últimos quatro anos para o mesmo período.
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A série histórica a seguir foi construída com dados dos laboratórios parceiros (positividade, em %) e os casos estimados de chikungunya pelo InfoDengue. Os dados do gráfico abaixo apontam a correlação entre as tendências de aumento e diminuição da positividade e o número de casos estimados.
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A demanda por exames para chikungunya nos laboratórios parceiros diminuiu quando comparada ao mesmo período do ano anterior. A redução da positividade pode ser percebida ao longo do segundo semestre de 2025, indicando diminuição da transmissão viral em diferentes regiões do país.
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Em relação à detecção do vírus neste universo amostral, no último mês analisado, a região Centro-Oeste foi a que apresentou o maior percentual de exames realizados (35%), seguida pelo Sudeste (28%) e Nordeste (19%).
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O mapa abaixo apresenta a taxa de exames positivos (PCR e IgM) para chikungunya por 100 mil habitantes em diferentes estados brasileiros desde 01/02/2026. Desde o início do ciclo sazonal 2025/2026, Goiás (0,7), Mato Grosso do Sul (0,5) e Alagoas (0,3) concentram os maiores números cumulativos de resultados positivos em proporção às suas populações.
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Como citamos anteriormente, os dados apresentados acima não cobrem todas as regiões de maneira equitativa e, apesar das limitações amostrais, as análises espaciais evidenciam algumas das localidades que estão sendo mais afetadas por infecções pelo vírus chikungunya nas últimas semanas.
Entre setembro de 2025 até a SE 8 (encerrada em 28/2/2026), os laboratórios parceiros detectaram mais de 1.298 infecções pelo vírus por exames de PCR e sorológicos (IgM). Em fevereiro, a faixa etária com maior número de casos foi a de 50 a 59 anos.
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Entre os dados analisados também há resultados de exames que detectam outros arbovírus em circulação, como o vírus da Zika, Oropouche, febre amarela e Mayaro. Abaixo está o número de exames positivos (por PCR, antígeno ou IgM) para esses vírus, por faixa etária, ao longo dos últimos meses. Mesmo com poucos casos é importante salientar que o vírus da Zika continua circulando em território nacional, embora em baixa prevalência.
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Mesmo que o número de testes positivos para dengue ainda esteja baixo, estamos em uma época do ano que ocorre grande proliferação do mosquito vetor. Por isso, é importante seguir as recomendações do Guia de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses, elaborado pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento do vírus e outras arboviroses no período sazonal de 2024/2025.
Dengue e chikungunya são doenças vetoriais transmitidas por mosquitos do gênero Aedes (Ae. aegypti e Ae. albopictus). Neste momento, apesar da campanha de vacinação contra a dengue, a principal forma de controle ainda é o combate ao vetor.
Para isso, é preciso eliminar os criadouros, removendo recipientes que acumulam água, tanto antes quanto durante o período de surtos. Fique atento dentro e fora da sua casa, verifique locais que podem ser foco dos mosquitos e, se necessário, comunique à vigilância da sua cidade sobre terrenos baldios que possam conter criadouros.
Quando disponível, pessoas elegíveis devem se vacinar contra a dengue, conforme orientações do Ministério da Saúde. A vacinação e o controle vetorial são fundamentais para prevenir e proteger sua saúde.
O ITpS agradece aos laboratórios parceiros, DB Molecular, Fleury, Einstein Hospital Israelita, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Sabin e Target, que gentilmente fornecem dados de diagnóstico para compreender o cenário epidemiológico da dengue, chikungunya e outras arboviroses.