Cenário epidemiológico | Influenza A | Influenza B | SARS-CoV-2 | VSR | Outros patógenos | Mensagens finais
O vírus influenza A alcançou a maior positividade do ano até o momento, 18%, na última Semana Epidemiológica (SE) 14 (encerrada em 11/4/2026). No mesmo período, outros dois patógenos também se destacaram pelo aumento de resultados positivos: o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que está em 12%, e o influenza B, que alcançou 5%
As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com dados de exames feitos até 11/4/2026 pelos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelita, Sabin e Target. Desde dezembro de 2021, o ITpS já analisou 6.146.869 resultados de exames que detectam diferentes patógenos respiratórios.
De maneira geral, o gráfico a seguir evidencia o aumento tanto do número de testes realizados quanto da positividade para vírus respiratórios. Entre os exames analisados, 9% apresentaram resultado positivo para algum patógeno respiratório, correspondendo ao maior percentual registrado no ano até o momento (linha amarela abaixo).
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As séries temporais abaixo informam os percentuais de exames positivos (positividade) para os vírus de maior relevância em saúde pública. No gráfico, as linhas ascendentes ao longo de semanas indicam surtos pelo país e as descendentes, o arrefecimento.
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Para fins de comparação entre os principais patógenos respiratórios circulantes, os quatro próximos gráficos consideram somente resultados de painéis virais, que são exames capazes de detectar simultaneamente os vírus SARS-CoV-2, influenza A, influenza B e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Abaixo estão os números absolutos de exames positivos por vírus, de acordo com a semana epidemiológica. É possível interagir com o gráfico passando o cursor do mouse sobre os elementos para obter informações adicionais ou clicando sobre os retângulos coloridos na legenda para incluir ou remover dados de vírus específicos.
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Desde 2025, observa-se a circulação concomitante do VSR e do influenza A, com aumento no número de casos a partir de janeiro (verão) e picos de ocorrência em abril e maio (no outono). Além disso, observa-se também o crescimento de casos positivos de influenza B. Em contrapartida, o SARS-CoV-2 segue em queda.
A seguir, é possível observar os mesmos dados apresentados acima, mas com destaque para os percentuais de exames positivos relativos a cada vírus. Nessa visualização está a frequência de cada um dos principais vírus circulantes.
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Na SE 14, a última semana analisada (encerrada em 11/4/26), entre os exames positivos em painéis que detectam os quatro principais vírus respiratórios, houve predominância de influenza A (42%), seguido por Vírus Sincicial Respiratório (36%), influenza B (20%) e SARS-CoV-2 (2%).
O VSR é o vírus mais frequente na faixa etária de 0 a 4 anos, detectado em 70% das infecções respiratórias na última semana analisada. Nas demais faixas etárias, o vírus influenza A é o mais frequente, com exceção da faixa etária entre 5 e 9 anos, em que o influenza B corresponde a 53% dos casos.
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Embora ainda não haja padrão sazonal definido para surtos de covid-19 no Brasil, a positividade apresentou oscilações semelhantes nos últimos dois anos. Em 2025, ocorreram dois picos: o primeiro na SE 7 (encerrada em 15/2) com 24%, e o segundo na SE 35 (encerrada em 30/08) com 16%. Na SE 14 (encerrada em 11/4/26), na última semana analisada, a positividade foi de 2%, corroborando com o período de baixa circulação, conforme o esperado.
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Para os gráficos abaixo foram utilizadas duas fontes de dados: exames de laboratórios parceiros e dados de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). Os dados públicos de Srag foram coletados em 11/4 no OpenDataSUS.
É possível observar a seguir uma série temporal do número bruto de casos de Srag causados por SARS-CoV-2 comparada com a positividade para o vírus. O percentual de positividade calculado com dados de laboratórios parceiros tem se mostrado um indicador estratégico e oportuno por revelar com antecipação o início de surtos virais.
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Com base em mais de quatro anos de análises, é possível afirmar que a positividade indica com mais rapidez aumentos nas infecções, que, após algumas semanas, resultam em aumentos de casos graves pelo país.
Nota-se, nas últimas semanas, a redução da positividade e por consequência da circulação de SARS-CoV-2 na maioria das faixas etárias, representadas pela transição dos tons de azul claro para azul escuro.
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O mapa abaixo mostra os casos acumulados de covid-19 detectados por laboratórios parceiros em território nacional, normalizado em proporção às populações estaduais e municipais. Com base nos dados, as Unidades Federativas (UFs) com maior número de exames positivos por 100 mil habitantes, acumulados desde a SE 24 de 2025 (encerrada em 14/6/25) foram: Distrito Federal (87,1), Goiás (17,4), São Paulo (13,5), Santa Catarina (8,1).
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No gráfico abaixo, é possível observar que, de maneira geral, as UFs acompanham o cenário de queda da positividade para SARS-CoV-2. Todos os estados apresentaram taxas abaixo de 5% na SE 14.
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Até 2019, as infecções pelo influenza A e outros vírus respiratórios no Brasil se concentravam principalmente no inverno, entre junho e setembro, como mostram os dados históricos da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No entanto, com o isolamento imposto pela pandemia de covid-19, esse padrão se modificou nos últimos anos.
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Em 2025, foram observados dois picos de positividade para esse vírus. O primeiro ocorreu na SE 20 (encerrada em 17/5), quando a positividade atingiu 31%; o segundo foi registrado na SE 45, (encerrada em 8/11), com 23%. Atualmente, na SE 14 (encerrada em 11/4/26), a positividade é de 18%, a maior taxa de 2026 até o momento.
O gráfico a seguir mostra uma comparação entre os dados dos nossos parceiros, representados pela linha azul escura, com os dados públicos de casos graves (Srag) derivados de infecções por influenza A entre 2022 e 2025, representados pelas barras coloridas. Observa-se que, em ambos os cenários, as tendências são similares, porém a positividade é o primeiro indicador a sofrer alteração se comparado com os dados brutos de Srag.
Os dados públicos de Srag foram coletados em 11/4 no OpenDataSUS e as análises do ITpS indicam que os casos estão aumentando, no entanto, os dados públicos ainda não estão publicamente disponíveis para confirmar essa tendência.
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Em 2025, houve um aumento da positividade entre os meses de abril (SE 15, encerrada em 12/4) e junho (SE 25, encerrada em 21/6) em praticamente todas as faixas etárias. Após breve período de queda, um segundo aumento pode ser percebido de forma mais evidente a partir da SE 36 (encerrada em 6/9), atingindo, principalmente, a faixa etária de 5 a 19 anos, o que é visível pelos tons mais quentes no gráfico.
Importante destacar que a queda observada no final de junho ocorreu justamente no período em que o país entrou nos meses mais frios do ano, o que evidencia mudanças no padrão de sazonalidade comumente observado até 2019, no período pré-pandemia. Na SE 14, as faixas etárias mais acometidas pelo vírus foram as de 5 a 9 anos, com 26% de positividade, e as de 10 a 29 anos, com 27%.
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O mapa a seguir apresenta os casos acumulados desde agosto de 2025, ajustados pela população para uma proporção de 100 mil habitantes. Conforme os dados obtidos dos laboratórios parceiros, as UFs que registraram o maior número de exames positivos a partir de 10/8/25 são: São Paulo (26,6), Distrito Federal (19,2), Santa Catarina (7,3) e Goiás (7,1).
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O influenza B tem circulado de forma contínua nos últimos anos, ainda que com baixa positividade em alguns períodos (<1%). No entanto, em 2024, entre maio (SE 21, encerrada em 25/5) e setembro (SE 39, encerrada em 28/9), o percentual de exames positivos aumentou de 0,5% para 21% – o maior dos últimos três anos.
Em 2025, o maior percentual de testes positivos foi 4%, observado em dois momentos: na SE 2 (encerrada em 11/1) e na SE 51 (encerrada em 20/12). Já em 2026, na SE 14, a última analisada (encerrada em 11/4), a taxa de testes positivos atingiu 5%, o maior percentual do ano até o momento. Esse crescimento entre os meses de março e abril é incomum quando comparado com os últimos quatro anos e reforça a ausência de um padrão sazonal bem definido para esse vírus.
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Nos últimos anos, o vírus do tipo B, assim como o influenza A, causou surtos em períodos incomuns, como no verão de 2023 e na primavera de 2024. Esses desvios de sazonalidade resultam em uma maior imprevisibilidade dos surtos, fato que torna o cenário epidemiológico mais desafiador para o planejamento das campanhas de vacinação.
O gráfico a seguir mostra dados dos nossos parceiros, representados pela linha azul, com os dados públicos de casos graves (Srag) derivados de infecções por influenza B entre 2022 e 2026, representados abaixo pelas barras coloridas. Observa-se que, em ambos os cenários, as tendências são similares, porém a positividade é o primeiro indicador a sofrer alteração se comparado com os dados brutos de Srag.
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Em 2025, os picos de positividade (acima de 5%) entre as diferentes faixas etárias ocorreram no início (janeiro, fevereiro) e fim do ano (novembro e dezembro). Em 2026, na SE 14, as faixas etárias mais afetadas foram a de 5 a 9 anos, com 14% de positividade, e 10 a 19 anos, com 11%.
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O mapa a seguir ilustra a distribuição dos exames positivos para o vírus influenza B em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 13/09/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes de estados e municípios.
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De acordo com os dados dos laboratórios parceiros, as UFs que apresentaram o maior número de exames positivos para influenza B por 100 mil habitantes, cumulativamente, foram São Paulo (4,6), Distrito Federal (1,7), Goiás (1,0), Santa Catarina (0,8), e Paraná (0,8).
Entre os vírus respiratórios analisados pelo ITpS, o VSR foi o único que apresentou uma dinâmica mais sazonal, embora destoe do padrão recorrente, que, até 2019, se dava no inverno. Em 2025, atingiu 22% de positividade na SE 17 (encerrada em 26/4), a maior dos últimos três anos para o período.
Entre a SE 52 (encerrada em 27/12/2025) e a SE 4 (encerrada em 31/1/2026), a positividade manteve-se em aproximadamente 1%. A partir de então, assim como observado nos anos anteriores, a circulação do VSR passou a aumentar, alcançando 12% na última semana analisada.
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O gráfico a seguir mostra a positividade para o VSR em comparação aos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) causados pelo mesmo vírus. As curvas de ambas as variáveis seguiram tendências muito similares, sendo que a positividade cresceu de forma antecipada em relação a aumentos visíveis de casos de Srag.
Podemos perceber que as análises do ITpS indicam que os casos estão aumentando progressivamente, no entanto, os dados públicos ainda não estão publicamente disponíveis para confirmar essa tendência.
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O mapa a seguir ilustra a distribuição dos exames positivos para o VSR em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 21/12/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes de estados e municípios.
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De acordo com os dados dos laboratórios parceiros, as UFs que apresentaram o maior número de exames positivos para influenza B por 100 mil habitantes, cumulativamente, foram Goiás (3,66), São Paulo (0,58), Mato Grosso (0,57) e Distrito Federal (0,53).
Além dos quatro patógenos citados, alguns testes detectam simultaneamente um outro conjunto de vírus nas amostras – rinovírus, enterovírus, metapneumovírus, vírus parainfluenza, bocavírus, coronavírus sazonais e adenovírus –, além de bactérias dos gêneros Bordetella, Mycoplasma e Chlamydophila.
Dentre os patógenos identificados nesse tipo de exame mais amplo na SE 14, a última analisada (encerrada em 11/4), as maiores positividades foram registradas para: rinovírus (23%), metapneumovírus (7%), vírus parainfluenza (6%), adenovírus (2%), coronavírus sazonais (2%), bactérias (2%).
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Menos frequentes, esses exames também detectam os quatro principais vírus citados na seção 1, também apresentados aqui em caráter comparativo de frequência.
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O rinovírus esteve presente em pelo menos 31% dos exames realizados na SE 14. Em ordem de frequência, neste mesmo período, as outras infecções foram causadas por influenza A (16%), VSR (14%), influenza B (9%), metapneumovírus (9%), vírus parainfluenza (8%), adenovírus (3%), SARS-CoV-2 (2%), coronavírus sazonais (2%), bocavírus (2%), bactérias (2%) e enterovírus (1%).
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Como muitos desses patógenos impactam a saúde de crianças, esses exames de painel amplo são de duas a três vezes mais usados na faixa etária de 0 a 4 anos. Por essa razão, observa-se uma concentração maior de exames positivos.
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Na SE 14, nesses exames de painel mais amplos, que dão um panorama mais preciso do que circula entre crianças de 0 a 4 anos, houve predominância de infecções por VSR (29%), rinovírus (18%), metapneumovírus (18%) e adenovírus (6%).
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Atenção aos sintomas respiratórios. O influenza A e o VSR continuam sendo os vírus respiratórios mais frequentemente identificados entre os testes positivos. Além deles há o influenza B, que, apesar da baixa positividade, continua circulando e afetando a saúde dos mais vulneráveis. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), com mais de meio século de sucesso, disponibiliza vacinas que reduzem as chances de casos graves e hospitalizações por covid-19 e gripe. Vacine-se!
O ITpS agradece aos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelista, Sabin e Target, que, semanalmente, nos forneceram dados de exames diagnósticos (RT-PCR, Flow Chip e antígeno) para a compreensão do atual cenário epidemiológico.