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Monitoramento de patógenos respiratórios - relatório 53

DATA DE PUBLICAÇÃO: 27.05.2026

Cenário epidemiológico | Influenza A | Influenza B | SARS-CoV-2 | VSR | Outros patógenos | Mensagens finais


A circulação de vírus respiratórios permanece em nível de atenção nas últimas semanas epidemiológicas. Na Semana Epidemiológica (SE) 19, a última analisada (encerrada em 16/5), a positividade para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aumentou de 11% para 16%, enquanto o influenza B passou de 6% para 9%. Já o influenza A apresentou queda: em duas semanas, passou de 18% para 14%. O SARS-CoV-2 continua com taxas inferiores a 2%.


As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com dados de exames feitos até 16/05/2026 pelos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelita, Sabin e Target. Desde dezembro de 2021, o ITpS já analisou 6.215.084 resultados de exames que detectam diferentes patógenos respiratórios.

 

De maneira geral, o gráfico a seguir evidencia o aumento tanto do número de testes realizados quanto da positividade para vírus respiratórios. Entre os exames analisados, 9% apresentaram resultado positivo para algum patógeno respiratório, correspondendo ao maior percentual registrado no ano até o momento (linha amarela abaixo).


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1. Cenário epidemiológico dos Vírus Respiratórios de Importância em Saúde Pública (Vrisp)


As séries temporais abaixo informam os percentuais de exames positivos (positividade) para os vírus de maior relevância em saúde pública. No gráfico, as linhas ascendentes ao longo de semanas indicam surtos pelo país e as descendentes, o arrefecimento.


-------01_VRISP_line_posrate_direct_week_country-------


Para fins de comparação entre os principais patógenos respiratórios circulantes, os quatro próximos gráficos consideram somente resultados de painéis virais, que são exames capazes de detectar simultaneamente os vírus SARS-CoV-2, influenza A, influenza B e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).


Abaixo estão os números absolutos de exames positivos por vírus, de acordo com a semana epidemiológica. É possível interagir com o gráfico passando o cursor do mouse sobre os elementos para obter informações adicionais ou clicando sobre os retângulos coloridos na legenda para incluir ou remover dados de vírus específicos.


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Desde 2025, verifica-se a circulação simultânea de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza A, com aumento no número de casos a partir de janeiro, durante o verão, e picos de ocorrência entre abril e maio, durante o outono. Atualmente, observa-se crescimento de casos positivos para VSR e influenza B, sugerindo intensificação da circulação desses agentes – embora a positividade ainda seja inferior à do influenza A. Por outro lado, o SARS-CoV-2 apresenta tendência sustentada de queda, com redução progressiva dos registros ao longo da série analisada. 


A seguir, é possível observar os mesmos dados apresentados acima, mas com destaque para os percentuais de exames positivos relativos a cada vírus. Nessa visualização está a frequência de cada um dos vírus circulantes.


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Na Semana Epidemiológica (SE) 19, a última semana analisada (encerrada em 16/5), entre os exames positivos resultados de um exame de painel viral , que detecta os quatro principais vírus respiratórios, houve predominância de VSR (45%), seguido por influenza B (27%), influenza A (25%) e SARS-CoV-2 (3%).


O VSR permanece como o vírus mais frequente na faixa etária de 0 a 4 anos, detectado em 77% das infecções respiratórias na última semana analisada. Destaca-se também a circulação de influenza B, que acometeu principalmente as faixas etárias de 5 a 9 anos e de 10 a 19 anos, correspondendo a 73% e 83% das infecções, respectivamente. Nas demais faixas etárias, observa-se predomínio de influenza A, responsável por pelo menos 30% do total de infecções respiratórias registradas.


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1.1 Dinâmica do SARS-CoV-2 (o vírus da covid-19) nos últimos anos


Embora ainda não haja padrão sazonal definido para surtos de covid-19 no Brasil, a positividade apresentou oscilações semelhantes nos últimos dois anos. Em 2025, ocorreram dois picos: o primeiro na Semana Epidemiológica (SE) 7 (encerrada em 15/2) com 24% e o segundo na SE 35 (encerrada em 30/08) com 16%. Na última analisada, a SE 19 (encerrada em 16/5), a positividade foi de 1,3%, corroborando com o período de baixa circulação dos últimos anos.


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Para os gráficos abaixo foram utilizadas duas fontes de dados: exames de laboratórios parceiros e dados de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). Os dados públicos de Srag foram coletados em 16/5 no OpenDataSUS.


É possível observar a seguir uma série temporal do número bruto de casos de Srag causados por SARS-CoV-2 comparada com a positividade para o vírus. O percentual de positividade calculado com dados de laboratórios parceiros tem se mostrado um indicador estratégico e oportuno por revelar com antecipação o início de surtos virais.


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Com base em mais de quatro anos de análises, é possível afirmar que a positividade indica com mais rapidez aumentos nas infecções, que, após algumas semanas, resultam em aumentos de casos graves pelo país.

 

Nota-se, nas últimas semanas, a redução da positividade e por consequência da circulação de SARS-CoV-2 na maioria das faixas etárias, representadas pela transição dos tons de azul claro para azul escuro.


-------04_SC2_heat_posrate_agegroups_week_country-------


No gráfico abaixo, é possível observar que, de maneira geral, as UFs acompanham o cenário de queda da positividade para SARS-CoV-2. Todos os estados, com dados disponíveis, apresentaram taxas abaixo de 5% na SE 19.


-------03_SC2_heat_posrate_week_state-------


1.2 Dinâmica do Influenza A (vírus da gripe, tipo A)


Até 2019, as infecções pelo influenza A e outros vírus respiratórios no Brasil se concentravam, principalmente, no inverno, entre junho e setembro, como mostram os dados históricos da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No entanto, com o isolamento imposto pela pandemia de covid-19, esse padrão se modificou nos últimos anos.


-------23_FLUA_line_posrate_direct_week_country_annual-------


Em 2025, foram observados dois picos de positividade para esse vírus. O primeiro ocorreu na Semana Epidemiológica (SE) 20 (encerrada em 17/5), quando a positividade atingiu 31%. O segundo foi registrado na SE 45, (encerrada em 8/11), com 23%. Atualmente, na última semana analisada, a SE 19 (encerrada em 16/5), a positividade é de 14%.


O gráfico a seguir mostra uma comparação entre os dados dos nossos parceiros, representados pela linha azul escura, com os dados públicos de casos graves (Srag) derivados de infecções por influenza A entre 2022 e 2026, representados pelas barras coloridas. Observa-se que, em ambos os cenários, as tendências são similares, porém a positividade é o primeiro indicador a sofrer alteração se comparado com os dados brutos de Srag. Os dados públicos de Srag foram coletados em 16/5 no OpenDataSUS.


-------35_FLUA_line_posrate_bar_pos_direct_week_regions_sivep-------


Em 2025, a positividade começou a aumentar entre a SE 15, em abril, e a SE 25, em junho, em praticamente todas as faixas etárias. Após breve queda, observou-se novo aumento a partir da SE 36 (encerrada em 6/9), sobretudo entre pessoas de 5 a 19 anos, evidenciado pelos tons mais quentes no gráfico. A queda no fim de junho, durante os meses mais frios, evidencia alterações na sazonalidade observada no período pré-pandemia.


Já em 2026, na SE 19, a última analisada (encerrada em 16/5), as faixas etárias mais acometidas pelo vírus foram a de 5 a 9 anos, com 22% de positividade, e a de 20 a 29 anos, com 21%.


-------05_FLUA_heat_posrate_agegroups_week_country-------


O mapa a seguir apresenta os casos acumulados desde agosto de 2025, ajustados pela população para uma proporção de 100 mil habitantes. Conforme os dados obtidos dos laboratórios parceiros, as Unidades Federativas (UFs) que registraram o maior número de exames positivos a partir de 10/8/2025 são: São Paulo (32,1), Distrito Federal (21,0), Santa Catarina (12,8) e Goiás (8,8).


-------25_FLUA_map_pos_direct-------


Além dos dados de testes laboratoriais, o monitoramento genômico do influenza A contribui para acompanhar as linhagens virais em circulação e identificar possíveis mudanças relevantes ao longo do tempo. Essas informações complementam a vigilância epidemiológica e auxiliam na compreensão da dinâmica recente de circulação do vírus.


Abaixo, é possível observar a árvore filogenética e a distribuição das linhagens que circulam com maior frequência desde janeiro de 2025, sequenciadas pelo laboratório parceiro Sabin e os da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os dados mais recentes apontam a circulação da linhagem 6B.1A.5a.2a.1 (HA) do H1N1 e da linhagem 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 (HA) do H3N2.


-------FluA H1N1 HA-------
Linhagens do influenza A - H1N1 (HA) circulantes no Brasil entre 2025 e 2026


-------FluA H1N1 HA-------
Linhagens do influenza A - H3N2 (HA) circulantes no Brasil entre 2025 e 2026


Os dados genômicos disponíveis ainda são limitados geograficamente e não permitem conclusões sobre a circulação do vírus em todo o território nacional. Seguimos buscando ampliar a disponibilidade de dados genômicos de patógenos de forma oportuna e representativa.


1.3 Dinâmica do Influenza B (vírus da gripe, tipo B)


O influenza B tem circulado de forma contínua nos últimos anos, ainda que com baixa positividade em alguns períodos (<1%). No entanto, em 2024, entre a Semana Epidemiológica (SE) 21(encerrada em 25/5) e aSE 39 (encerrada em 28/9), o percentual de exames positivos aumentou de 0,5% para 21% – o maior dos últimos três anos. Em 2025, o maior percentual de testes positivos foi 4%, observado em dois momentos: na SE 2 (encerrada em 11/1) e na SE 51 (encerrada em 20/12). 


Já em 2026, na SE 19, a última analisada (encerrada em 16/5), a taxa de testes positivos atingiu 9%, o maior percentual do ano até o momento. Esse crescimento entre os meses de março e abril é incomum quando comparado com os últimos quatro anos e reforça a ausência de um padrão sazonal bem definido para esse vírus.


-------24_FLUB_line_posrate_direct_week_country_annual-------


Nos últimos anos, o vírus do tipo B, assim como o influenza A, causou surtos em períodos incomuns, como no verão de 2023 e na primavera de 2024. Esses desvios de sazonalidade resultam em uma maior imprevisibilidade dos surtos, fato que torna o cenário epidemiológico mais desafiador para o planejamento das campanhas de vacinação.


O gráfico a seguir mostra dados dos nossos parceiros, representados pela linha azul, com os dados públicos de casos graves (Srag) derivados de infecções por influenza B entre 2022 e 2026, representados abaixo pelas barras coloridas. Observa-se que, em ambos os cenários, as tendências são similares, porém a positividade é o primeiro indicador a sofrer alteração se comparado com os dados brutos de Srag.


-------36_FLUB_line_posrate_bar_pos_direct_week_regions_sivep-------


Em 2025, os picos de positividade (acima de 5%) entre as diferentes faixas etárias ocorreram no início do ano nos meses de janeiro e fevereiro e no fim do ano, em novembro e dezembro. Em 2026, na SE 19, as faixas etárias mais afetadas foram a de 5 a 9 anos, com 22% de positividade, e 10 a 19 anos, com 21%.


-------15_FLUB_heat_posrate_agegroups_week_country-------


O mapa a seguir ilustra a distribuição dos exames positivos para o vírus influenza B em estados e municípios brasileiros. Os números mostrados são cumulativos desde 13/09/2025, quando os dados apontaram o início do aumento da positividade. O número de positivos está normalizado em proporção a 100 mil habitantes de unidades federativas e municípios.


-------14_FLUB_map_pos_direct-------


De acordo com os dados dos laboratórios parceiros, as Unidades Federativas (UFs) que apresentaram o maior número de exames positivos para influenza B por 100 mil habitantes, cumulativamente, foram: São Paulo (7,2), Distrito Federal (3,8), Goiás (2,2) e Paraná (1,5).


De acordo com os dados gerados a partir do sequenciamento de vírus influenza B amostrados entre abril de 2025 e março de 2026 pelo laboratório parceiro Sabin e os da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é possível observar a circulação concomitante de diferentes linhagens desde janeiro de 2025, com destaque para os clados C.3 (C.3, C.3.1) e C.5 (C.5.1, C.5.6, C.5.6.1 e C.5.7).


A distribuição dessas linhagens ocorre de forma heterogênea pelo país: no Amazonas, na região Norte, nota-se um domínio quase exclusivo do grupo C.5, especialmente as sublinhagens C.5.6 e C.5.6.1; na Bahia, região Nordeste, também há predomínio do grupo C.5, com destaque para a linhagem C.5.6.1. Já em Goiás e Distrito Federal, na região Centro-Oeste, observa-se uma mistura de linhagens, mas com forte presença do subgrupo C.5.6. Já no Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro), as linhagens do grupo C.3, incluindo a C.3.1, aparecem com maior representatividade em comparação ao Norte, dividindo o cenário epidemiológico com as variantes do grupo C.5.


-------FluA H1N1 HA-------
Linhagens do influenza B (HA) circulantes no Brasil entre 2025 e 2026


Essas análises revelam um padrão diversificado de disseminação no território nacional e podem, futuramente, subsidiar estratégias de resposta em saúde pública, como a atualização da composição das vacinas antigripais. Ressalta-se, contudo, que os dados genômicos disponíveis ainda são limitados geograficamente e não permitem conclusões definitivas sobre todo o território, motivo pelo qual seguimos buscando ampliar a disponibilidade e a representatividade geográfica dos dados de patógenos. Se quiser saber mais sobre esses genomas, clique aqui.


1.4 Dinâmica do Vírus Sincicial Respiratório (VSR)


Entre os vírus respiratórios analisados pelo ITpS, o VSR foi o único que apresentou uma dinâmica mais sazonal, embora destoe do padrão recorrente, que, até 2019, se dava no inverno. Em 2025, atingiu 22% de positividade na Semana Epidemiológica (SE) 17 (encerrada em 26/4), a maior dos últimos três anos para o período. 


Em 2026, a positividade para VSR começou a apresentar crescimento a partir da SE 4 (encerrada em 31/1). Desde então, observa-se tendência de aumento ao longo das semanas analisadas, atingindo 16% na SE 19 (encerrada em 16/5), a última analisada – o maior percentual registrado no ano até o momento. Esse cenário indica intensificação da circulação do VSR.


-------22_VSR_line_posrate_direct_week_country_annual-------


O gráfico a seguir mostra a positividade para o VSR em comparação aos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) causados pelo mesmo vírus. As curvas de ambas as variáveis seguiram tendências muito similares, sendo que a positividade cresceu de forma antecipada em relação a aumentos visíveis de casos de Srag.


-------37_VSR_line_posrate_bar_pos_direct_week_regions_sivep-------


O mapa a seguir apresenta os casos acumulados desde dezembro de 2025, ajustados pela população para uma proporção de 100 mil habitantes. Conforme os dados obtidos dos laboratórios parceiros, as Unidades Federativas (UFs) que registraram o maior número de exames positivos a partir de 21/12/2025 são: Goiás (5,8), Distrito Federal (1,4), São Paulo (1,3) e Espírito Santo (1,0).


-------16_VSR_map_pos_direct-------


Como qualquer vírus em circulação, o VSR também sofre mutações à medida que infecta seus hospedeiros. Variantes surgem e algumas delas podem ter propriedades diferenciadas, ou seja, ser mais transmissíveis, mais evasivas a vacinas, etc.


Abaixo, é possível observar as linhagens de VSR que circulam com maior frequência desde janeiro de 2025, de acordo com os dados genômicos disponíveis, gerados a partir de sequenciamento dos vírus, oriundos de quatro estados (DF, GO, MT, AM), pelos parceiros Sabin, Fiocruz-AM, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 


Ao observar a imagem abaixo podemos perceber que temos a circulação concomitante do VSR-A e VSR-B, com distribuição de linhagens heterogêneas. Para VSR-A, as linhagens A.D.1.6 e A.D.3.3 ocorrem no Rio de Janeiro, enquanto as linhagens A.D.3.7 e A.D.5.3 circulam no Distrito Federal.


-------Nextstrain VSR A-------
Linhagens do VSR - A circulantes no Brasil entre 2025 e 2026


Já para RSV-B, as linhagens B.D.E.1, B.D.E.1.1 e B.D.E.1.2 dominam o Centro-Oeste e Sudeste do país, enquanto na região Norte aparecem em menor proporção, quando comparadas à linhagem B.D.4.1.1. Essas análises revelam um padrão heterogêneo de disseminação de linhagens de VSR no território nacional e podem futuramente subsidiar estratégias de resposta em saúde pública.


-------Nextstrain VSR B-------
Linhagens do VSR - B circulantes no Brasil entre 2025 e 2026


Os dados genômicos disponíveis são limitados geograficamente e não nos permite tirar conclusões. Seguimos buscando ampliar a disponibilidade de dados genômicos de patógenos, com representatividade geográfica. Os genomas de VSR incluídos nestas análises estão disponíveis no banco de dados Pathoplexus (SeqSet: PP_SS_1750.2).



2. Cenário epidemiológico de outros patógenos respiratórios


Além dos quatro patógenos citados, alguns testes detectam simultaneamente um outro conjunto de vírus nas amostras – rinovírus, enterovírus, metapneumovírus, vírus parainfluenza, bocavírus, coronavírus sazonais e adenovírus –, além de bactérias dos gêneros Bordetella, Mycoplasma e Chlamydophila.


Dentre os patógenos identificados nesse tipo de exame mais amplo na SE 19, a última analisada (encerrada em 15/5), as maiores positividades foram registradas para: rinovírus (38%), vírus parainfluenza (5%), adenovírus (4%), metapneumovírus (4%), coronavírus sazonais (1%), bactérias (1%).


-------06_Resp_line_posrate_panel_week_country-------


Menos frequentes, esses exames também detectam os quatro principais vírus citados na seção 1, também apresentados aqui em caráter comparativo de frequência.


-------07a_Resp_bar_pos_panel_week_country-------


O rinovírus esteve presente em pelo menos 49% dos exames realizados na SE 19. Em ordem de frequência, neste mesmo período, as outras infecções foram causadas por vírus sincicial respiratório (16%), influenza A (7%), influenza B (7%), vírus parainfluenza (7%), adenovírus (5%), metapneumovírus (5%), SARS-CoV-2 (2%), coronavírus sazonais (2%) e bactérias (2%).


-------07b_Resp_bar_pos_relat_panel_week_country-------


Como muitos desses patógenos impactam a saúde de crianças, esses exames de painel amplo são de duas a três vezes mais usados na faixa etária de 0 a 4 anos. Por essa razão, observa-se uma concentração maior de exames positivos.


-------09a_Resp_pyr_pos_agegroups_all_week_country-------


Na SE 19, nesses exames de painel mais amplos, que dão um panorama mais preciso do que circula entre crianças de 0 a 4 anos, houve predominância de infecções por rinovírus (39%), VSR (28%), vírus parainfluenza (11%) e adenovírus (11%).


-------09b_Resp_pyr_pos_agegroups_all_week_country-------


3. Mensagens finais


Atenção aos sintomas respiratórios. O influenza A e o VSR continuam sendo os vírus respiratórios mais frequentemente identificados entre os testes positivos. Além deles há o influenza B, que continua circulando e afetando a saúde dos mais vulneráveis. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), com mais de meio século de sucesso, disponibiliza vacinas que reduzem as chances de casos graves e hospitalizações por covid-19, gripe e por infecções pelo VSR. Vacine-se!


O ITpS agradece aos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Einstein Hospital Israelista, Sabin e Target, que, semanalmente, nos forneceram dados de exames diagnósticos (RT-PCR, Flow Chip e antígeno) para a compreensão do atual cenário epidemiológico.



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