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Comunicação
Influenza B e VSR avançam no país e acendem alerta para aumento de infecções respiratórias graves em crianças
Notícias do ITpS

Influenza B e VSR avançam no país e acendem alerta para aumento de infecções respiratórias graves em crianças

29.05.2026

O aumento da circulação de influenza B e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tem reforçado o alerta para infecções respiratórias graves no Brasil, especialmente entre crianças pequenas de 0 a 4 anos.


Novo relatório do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) mostra que a positividade do VSR subiu cinco pontos percentuais, de 11% para 16%, entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 16, encerrada em 25 de abril, e a SE 19, finalizada em 16 de maio – a última analisada. Trata-se da maior positividade registrada para o vírus neste ano até o momento.  


O VSR, porém, não foi o único patógeno a atingir níveis elevados de circulação. O influenza B alcançou o maior percentual observado para este período nos últimos quatro anos. Em menos de um mês, a positividade passou de 6% para 9%.


"O aumento da positividade para VSR costuma anteceder o crescimento dos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Essa correlação reforça a importância do monitoramento epidemiológico como ferramenta de alerta precoce para o sistema de saúde, permitindo acompanhar a circulação viral antes que ela se reflita em internações, especialmente entre bebês e crianças pequenas, que são os grupos mais vulneráveis às complicações associadas ao vírus", afirmou Anderson Brito, coordenador científico do ITpS.


Somente na SE 19, o VSR foi responsável por 77% das infecções respiratórias detectadas em crianças de até 4 anos na última semana analisada. Já o influenza B teve maior impacto entre crianças de 5 a 9 anos, faixa etária em que 22% dos exames tiveram resultado positivo, e entre adolescentes de 10 a 19 anos, com 21%.


Segundo Brito, a circulação recente do influenza B chama atenção não apenas pelo crescimento observado nas últimas semanas, mas também pelo comportamento cada vez menos previsível desse vírus. "Assim como já ocorreu com o influenza A, têm sido registrados surtos fora dos períodos historicamente esperados, inclusive durante a primavera e o verão. Esse deslocamento da sazonalidade torna o cenário epidemiológico mais desafiador e reforça a importância de estratégias contínuas de vigilância e vacinação", disse.


A imunização segue sendo uma das principais estratégias de prevenção contra os vírus respiratórios. A vacina contra a gripe oferece proteção contra o influenza A e B, enquanto o VSR já conta com vacinas e anticorpos monoclonais voltados aos grupos mais vulneráveis.


O rinovírus, responsável pelo resfriado comum, também chamou atenção pela ampla circulação. Nos exames que utilizam painéis mais abrangentes, o patógeno esteve presente em 49% das amostras analisadas na SE 19. Entre crianças de até 4 anos, respondeu por 39% das infecções detectadas.


Em sentido oposto, o influenza A apresentou queda, passando de 18% para 14% em três semanas. Já o SARS-CoV-2, causador da covid-19, permanece em redução desde fevereiro, com taxas inferiores a 2%.


No mais recente relatório, o Instituto Todos pela Saúde passou a acompanhar as linhagens circulantes de influenza e VSR no país. Essas informações complementam a vigilância epidemiológica e auxiliam na compreensão da dinâmica recente de circulação do vírus.


O ITpS realiza o monitoramento contínuo da circulação de vírus respiratórios no Brasil com análises periódicas baseadas em dados laboratoriais e fontes públicas.


O relatório completo pode ser acessado neste link


Conheça a diferença de atuação no organismo dos vírus mais detectados nos resultados


Rinovírus (causador do resfriado comum): costuma ter início gradual e sintomas leves concentrados no nariz e na garganta, como coriza, espirros e congestão nasal. Raramente causa febre ou prostração em adultos e a recuperação geralmente ocorre em menos de uma semana, com baixo risco de complicações.


Influenza A e B (causadores da gripe): apresentam início súbito e sintomas mais intensos, como febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça e cansaço extremo. Embora apenas o influenza A tenha maior potencial de provocar surtos e epidemias mais graves, ambos as doenças podem evoluir para complicações respiratórias, como pneumonia, especialmente entre grupos de risco.


Vírus Sincicial Respiratório (VSR): geralmente começa como sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, mas pode evoluir rapidamente para quadros mais graves, atingindo os pulmões entre o 3º e o 5º dia de infecção. Tosse persistente, excesso de secreção, chiado no peito e dificuldade para respirar são sinais de alerta, especialmente em bebês e idosos.

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