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Positividade para covid-19 se mantém em 3%; taxa é o dobro em idosos de 60 a 69 anos e acima de 80 anos
Notícias do ITpS

Positividade para covid-19 se mantém em 3%; taxa é o dobro em idosos de 60 a 69 anos e acima de 80 anos

07.10.2022

A positividade para SARS-CoV-2 se manteve baixa, em 3%, na última semana de setembro. Os maiores percentuais de testes positivos foram observados em idosos, de 60 a 69 anos e acima de 80 (6%), e os menores, nas crianças e nos adolescentes (0% e 1%). As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com base em 575.985 testes feitos pelos laboratórios Dasa, DB Molecular e HLAGyn de 5 de dezembro de 2021 a 1º de outubro de 2022.



Os dados mostraram platô na frequência de casos prováveis de BA.4 e BA.5 em setembro, com percentuais que variaram de 93,8% a 99,2%. Porém, na semana encerrada no dia 17 houve uma oscilação atípica na frequência de amostras com perfil SGTP (S gene target positive, indicação para subvariantes da BA.2 ou outras variantes do vírus), que aumentou para cerca de 20% e depois recuou. Ainda não é possível dizer qual ou quais variantes foram responsáveis por essa mudança.



Durante as infecções, o coronavírus SARS-CoV-2 se multiplica no corpo, e erros de cópia dos genomas levam a mutações genéticas, que podem dar origem a novas linhagens do vírus (variantes). As variantes BA.1, BA.2, BA.4, BA.5 continuam gerando sublinhagens. 


A Ômicron BA.2, que predominou no Brasil até o início de junho, foi a última e principal variante com perfil SGTP a circular no país neste ano. Sublinhagens dessa variante, como BA.2.12.1 e BA.2.75, ainda circulam pelo mundo, causando surtos localizados.


A positividade baixa reforça o declínio da atual onda de covid-19 no Brasil. Em relação aos estados, as maiores taxas estão em Minas Gerais (8%) e no Rio de Janeiro (5%). 



Dados da plataforma internacional Our World in Data mostram que no Brasil pouco mais da metade da população (55,4%) tomou a primeira dose de reforço (terceira dose) da vacina contra covid-19. “É importante neste momento que nos atentemos para a vacinação. Quem tem direito a doses adicionais ou ainda não tomou a vacina deve procurar um posto de saúde. A medida é essencial para manter o atual cenário e reduzir eventuais impactos à saúde causados por novas dinâmicas da pandemia”, diz o diretor-presidente do ITpS, Jorge Kalil.


O Instituto Todos pela Saúde está monitorando a chegada e a disseminação da Ômicron no Brasil desde dezembro — este é o 21º relatório —, em parceria com os laboratórios privados. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o monitoramento da circulação de vírus respiratórios no país. Os dois relatórios são divulgados  alternadamente.


Na seção Pesquisas do site do Instituto Todos pela Saúde estão todos os relatórios já divulgados.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias. O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador.


São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Instituto do Coração (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).


 

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942