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Positividade para Influenza A sobe de 4,3% para 23,3% em um mês; de 10 a 19 anos, taxa é de 52,5%
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Positividade para Influenza A sobe de 4,3% para 23,3% em um mês; de 10 a 19 anos, taxa é de 52,5%

22.09.2022

A positividade para Influenza A subiu de 4,3% para 23,3% no período de um mês (de 20 de agosto a 17 de setembro). Taxas acima de 20% haviam sido registradas somente no início do ano, quando algumas localidades enfrentaram surto da doença. Os percentuais mais elevados são observados em adolescentes de 10 a 19 anos (52,5%), depois em crianças de 5 a 9 anos (40,8%) e de 0 a 4 anos (10,6%). As análises são do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com base em 436.323 testes realizados por Dasa, DB Molecular e HLAGyn entre 1º de fevereiro e 17 de setembro.



No mesmo período, a taxa de testes positivos para SARS-CoV-2 passou de 4,7% para 3,6%. Também foi observada positividade de 2,2% para Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente em crianças de 0 a 4 anos. O registro de Influenza B nos exames laboratoriais analisados é próximo a 0%.


A positividade dos testes é um indicador que revela a dinâmica das infecções. Os testes moleculares utilizados pelos laboratórios (RT-PCR e Flowchip) detectam múltiplos patógenos — Influenza A e B, VSR e SARS-CoV-2 —, que causam sintomas semelhantes, como febre, tosse, coriza e desconforto respiratório, e inspiram cuidado em crianças e idosos.


Em relação à positividade para covid-19, neste mês a taxa permanece abaixo de 8% para todas as faixas etárias, sendo que na última semana analisada os percentuais foram inferiores a 5%. Nos estados monitorados, das regiões Centro-Oeste e Sudeste, o único que sinaliza aumento é o Rio de Janeiro, onde a taxa subiu de 4% para 8% na última semana. Dados de testagem molecular do relatório 20 da Ômicron, divulgado pelo ITpS, mostravam domínio das subvariantes BA.4 e BA.5 (cerca de 97%) no mês de agosto.



O ITpS está monitorando a circulação dos vírus respiratórios utilizando dados dos laboratórios parceiros — este é o 14º relatório. O objetivo é fornecer para o poder público, a imprensa e a sociedade informações com agilidade, para ajudar na tomada de decisões de saúde. Paralelamente, o ITpS também realiza o acompanhamento das subvariantes da Ômicron em circulação no país. Os dois relatórios são divulgados de forma alternada e estão disponíveis do site do ITpS.


A atuação do ITpS


O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) é uma entidade sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2021 com o objetivo de ajudar o Brasil a articular redes e desenvolver competências que ajudem no preparo para o enfrentamento das futuras emergências sanitárias, como surtos, epidemias e pandemias.


O ITpS iniciou os trabalhos com um aporte de R$ 200 milhões feito com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, criada em 2020 e que teve o Itaú Unibanco como principal doador. São parceiros institucionais a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP),  a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.


O ITpS atua em três frentes: 



  • Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica - Articular redes para a obtenção de informações científicas relevantes à saúde pública e cobrir lacunas relacionadas à baixa capacidade de sequenciamento genômico.

  • Análise de dados - Promover análise e integração de bancos de dados para influenciar políticas públicas baseadas em evidências científicas.

  • Formação e informação - Desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Tornar públicos os dados científicos.


À frente do ITpS


Renomados pesquisadores, professores e gestores integram o conselho administrativo, o comitê científico e a direção do ITpS, que tem o imunologista Jorge Kalil como diretor-presidente. Professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, Kalil é diretor do serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). É membro do Conselho de Gestão de Dados e Segurança, grupo criado pelo governo dos Estados Unidos para supervisionar os testes de vacinas anti-covid-19 no país. Foi presidente do Incor (2006-2008) e diretor do Instituto Butantan (2011-2017).

Instituto Todos pela Saúde (ITpS) Av. Paulista, 1.938 – 16º andar
São Paulo - SP – 01310-942