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Monitoramento de patógenos respiratórios - relatório 13

DATA DE PUBLICAÇÃO: 25.08.2022

Com dados de 412.145 testes realizados por Dasa, DB Molecular e HLAGyn entre 1/2 e 20/8/22, análises do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) mostram que a positividade para covid-19 está em 6,7% - uma queda de 15 pontos percentuais (21,8% para 6,7%) em um mês (23/7 a 20/8).



Observando a positividade dos testes para covid-19 por faixa etária, os percentuais variam de 1% (bebês e crianças de 0 a 4 anos) a 12% (idosos de 70 a 79 anos). Cenário semelhante, com patamares abaixo de 12%, havia sido registrado pela última vez em abril. 



Os testes moleculares utilizados (RT-PCR e Flowchip) indicam infecções causadas por SARS-CoV-2, Influenza A/B ou Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Nas últimas semanas, observamos uma queda da positividade desses testes (em vermelho).



Em relação ao SARS-CoV-2, com a predominância das subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron devemos seguir observando quedas no número de casos similares às registradas em março e abril. Temos atualmente a menor taxa de positividade de testes no trimestre.



Na última semana, a positividade de testes para SARS-CoV-2 (6,7%) se aproximou da dos demais patógenos respiratórios monitorados, que apresentaram pequeno aumento percentual: Influenza A (4,3%), VSR (3,4%) e Influenza B (0,3%). 



Apesar dos percentuais baixos de detecção, os vírus causadores de síndromes respiratórias continuam circulando. É importante prestar atenção aos sintomas característicos de infecções respiratórias, como febre, tosse, coriza e desconforto respiratório.



O ITpS também está monitorando a taxa de positividade de testes para covid-19 nos estados. Os dados abaixo (semanais) mostram o cenário desde a última semana de 2021. A visualização com mapa de calor facilita identificar as duas ondas de covid-19 em 2022.



Nas últimas semanas, os estados acompanhados registraram perceptível queda da positividade. Ao longo de agosto, no Centro-Oeste, GO observou redução de 8,5% para 6,8%. Na amostra analisada, o DF e MT praticamente não tiveram casos positivos detectados (o que não significa que não haja casos nas regiões).


No Sudeste, MG apresentou queda na positividade de 12,7% para 5,5%; SP foi de 9,5% para 6,5%; e RJ, de 10,8% para 9,4%. A Região Sudeste está com tendência de queda desde a primeira semana de julho.


Relatório ITpS divulgado em 18/8 mostrou que as subvariantes BA.4 e BA.5 atingiram platô seguindo como principais responsáveis pelos casos (97,8%) no Brasil. A disseminação dessas subvariantes fez com que elas alcançassem pelo menos 293 municípios. 


O ITpS agradece aos laboratórios privados Dasa, DB Molecular e HLAGyn, que gentilmente disponibilizaram dados de testagem (RT-PCR e Flow Chip) para nos ajudar a ter uma visão mais apurada do cenário dinâmico de epidemias por patógenos respiratórios.

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